Uma das indagações mais pertinentes numa eleição, é sobre como os eleitores escolhem os seus candidatos! Esta pergunta intriga cientistas políticos há muito tempo e desafia, em períodos eleitorais, muitos consultores e coordenadores das campanhas, partidos e candidaturas. Os profissionais da área tendem a concordar que o eleitorado segue um conjunto de motivações na escolha da preferência política.
Existem diferentes tipos de votos, como o voto
ideológico, o voto pessoal ou o voto circunstancial. Dentro deste raciocínio, somente
uma pequena parcela do eleitorado seguiria convicções políticas na escolha do
candidato. Uma grande parte dos eleitores apoiaria candidatos que possuem sua
confiança pessoal, principalmente em eleições locais.
Ao contrário destes compromissos de longo prazo,
denominados votos ideológicos e votos pessoais, um terceiro grupo estaria
disposto a decidir seu voto espontaneamente, em função de diversos motivos
ligados à forma como candidatos e programas são apresentados. Sobre esta
parcela do eleitorado, indeciso e volátil, a arte de apresentar conteúdos e
pessoas na mídia, o marketing político, teria um grande impacto.
É interessante notar que aqui, como em outros
modelos similares, não consta o voto comprado, uma modalidade do comportamento
eleitoral presente em todo o Brasil e este fenômeno é um fator relevante para
uma parte do eleitorado na definição do seu candidato. É compreensível que os
consultores não incorporem esta modalidade nos seus manuais, no entanto,
surpreende que as ciências sociais tenham dedicado pouca atenção ao fenômeno.
O fenômeno da compra de votos é um assunto relevante
na política contemporânea. A própria legislação eleitoral reconhece a
existência do problema proibindo explicitamente a compra de votos. É fácil
perceber a existência das trocas materiais nas quais se baseia a compra de
votos, abrangendo remédios, sapatos, materiais de construção, iluminação para
uma rua, um alvará para a construção, material escolar e inúmeros outros itens
que poderiam constar numa cesta das necessidades básicas da população.
E dentre os eleitos e reeleitos, a maioria absoluta dos nossos governantes e legisladores, vence através de práticas ilícitas, embora devamos reconhecer que não há no Brasil, nenhum vereador, prefeito, deputados estadual e federal; governador, senador e presidente da república, que esteja ocupando cargo público, que não tenha sido eleito – a maioria comprando votos, contratando lideranças, ou enganando o eleitor!
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