Se há um seguimento sem pleno funcionamento na gestão do governo estadual baiano, este é o de segurança pública. Entra e sai secretários e governadores e a violência é o que mais escancara o fracasso do petismo e comunismo na Bahia, que é o estado brasileiro com o maior número de facções criminosas em atuação.
No Brasil, há 88 grupos atuantes
dentro de 1.760 pavilhões prisionais. O Primeiro Comando da Capital (PCC), de
São Paulo, é a organização criminosa com maior influência nacional, segundo
informações do Ministério da Justiça. Ela atua em 24 estados e o Distrito
Federal, estando fora do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Já o Comando
Vermelho (CV) - cuja origem é carioca - está em segundo lugar no ranking de
influência e atua nos mesmos estados do PCC, com exceção de São Paulo e Rio
Grande do Sul.
A Bahia, portanto, possui quase 1/4 -
em porcentagem exata, 23% - das organizações criminosas presentes no Brasil e
tem o pior lugar na classificação. Em seguida aparecem Minas Gerais (com 11
facções), Rio Grande do Sul (10) e Pernambuco (7). O Rio de Janeiro está em
oitavo lugar, com cinco organizações criminosas. Os estados com os menores
números são: São Paulo (1), Roraima (2) e Rio Grande do Norte (2), além do
Distrito Federal (2). Os números foram obtidos entre 2022 a 2024.
Com o aumento da violência na Bahia,
ainda é preciso estar atento aos símbolos e sinais usados pelos membros de cada
facção e que podem levar pessoas comuns a algum risco. Sinais de '2' ou '3'
que, antes, serviam como composição em uma pose descontraída na Bahia e,
sobretudo, em Salvador, ganharam uma roupagem perigosa.
Enquanto alguém usa os dois dedos
para, por exemplo, fazer o símbolo da ‘paz e amor’ em um gesto, a interpretação
está aberta para um apoio ao CV. Para quem é roqueiro, por outro lado, o sinal
que levanta três dedos, principalmente de forma lateral, pode ser visto como
uma saudação para integrantes do BDM.
Um pentagrama ainda é usado por
membros da facção Katiara. Um mago pode significar que a pessoa faz parte do
grupo Caveira. Já o desenho do escorpião é comumente usado por integrantes das
quadrilhas CP (Comando da Paz) e PCC (Primeiro Comando da Capital), facção
paulista com forte influência na Bahia.
Essas informações fazem parte de um estudo realizado pelo capitão da Polícia Militar, Alden José Lázaro da Silva, do Departamento de Polícia Comunitária e Direitos Humanos. Há mais de 10 anos, ele se dedica a traduzir o significado de imagens desenhadas nos corpos de presos e suspeitos de crimes na Bahia e é o autor da Cartilha de Orientação Policial, adotada pela PM baiana, que está sendo atualizada.

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