O senador Jaques Wagner (PT) tem sido o “fogo amigo”, que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) não tem conseguido conter. O carioca galego parece não querer perder a posição de líder maior do petismo baiano e para tanto, tem entrado em constante atrito com o ministro Rui Costa e o próprio Jerônimo. O que Wagner quer, distorce do que querem seus correligionários. Os três cobiçam o topo onde só cabe um deles!
O senador é líder do governo no
senado, mas Rui é o ministro mais forte de Lula e ambos travam disputas homéricas
por espaços que imaginam os pertencer em condições personalistas e impartíveis;
Jerônimo é governador, mas sem Wagner e Rui já perdeu eleição para vereador em
Salvador e sem um deles, poderá ver sua reeleição fadada ao fracasso!
Os embates são sorrateiros, mas
velados, pois os arranca-rabos ocorrem na surdida dos porões dos poderes. Mas
seus sussurros são ensurdecedores e não há quem não saiba em Brasília, o quanto
as rasteiras são ligeiras quando Wagner e Rui disputam verbas, obras e decisões
políticas. Essa ópera-bufa sobrou para o governador, que há quatro dias foi
humilhado publicamente pelo senador...
Wagner antecipou no dia 20 de
fevereiro de 2026, o anúncio da chapa majoritária do grupo governista para as
eleições de 2026 na Bahia, em um acintoso desrespeito e “atropelo” a declaração
do governador Jerônimo Rodrigues, que estava em viagem à Índia, depois de dizer
que só ele anunciaria os nomes integrantes da sua chapa em março.
Wagner confirmou que Geraldo Júnior (MDB) vai reeditar a chapa de 2022 nas eleições de outubro deste ano. No entanto, o governador demonstrou surpresa com o anúncio, inclusive, sequer estava cientes que ele havia ocorrido. O senador teria “queimado a largada” e contrariado a orientação do governador, uma vez que a confirmação deveria ser feita pelo próprio Jerônimo, que chegou a desautorizar o secretário de Relações Institucionais (Serin), Adolpho Loyola, a comentar abertamente sobre o assunto.
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