O deputado estadual Sandro Regis (União Brasil) disse nesta quinta-feira (19) que o governador Jerônimo Rodrigues (PT) diz ter o apoio de mais de 300 prefeitos, contudo, não cumpre os compromissos firmados com eles. Segundo o parlamentar, obras prometidas em 2022 para elegê-lo ainda estão no papel.
“Jerônimo diz ter o apoio de mais de 300 prefeitos,
mas está devendo obras prometidas com muita pompa. Em 2022, para se eleger, o
governo do PT assinou convênios faraônicos, prometeu obras milagrosas,
pavimentações, escolas, estradas, sistemas de água… prometeriam até terreno na
lua, se fosse preciso. Mas, passada a eleição, o que ficou foi o abandono”,
criticou.
Segundo o deputado, há uma onda crescente de
prefeitos da base do governo cobrando publicamente o cumprimento de
compromissos assumidos durante a campanha e no início da gestão. Alguns casos
já se tornaram públicos: No Extremo Sul, Jerônimo cancelou um contrato que
previa obras estruturantes após meses sem avanço, gerando revolta na região. Em
outras cidades, prefeitos acusam o governo de anunciar “novas obras” enquanto
as de campanha seguem abandonadas.
“Os prefeitos estão cansados de promessas vazias. Há
convênios assinados com pompa e circunstância que até hoje não saíram do papel.
Em muitos casos, nem sequer houve ordem de serviço. É propaganda demais e ação
de menos”, afirmou Regis.
Para o parlamentar, a tentativa de o governador de
exibir um apoio massivo de prefeitos não passa de retórica. “A verdade é que
Jerônimo tenta vender uma força política que já não tem. Muitos prefeitos que o
apoiaram em 2022 hoje estão decepcionados, porque viram que o governo promete,
promete… e não entrega. Não adianta tirar foto com 300 prefeitos se nenhum
deles vê obra chegar”, disse.
Sandro Regis ainda lembrou que o governo do Estado
já realizou diversos pedidos de empréstimo bilionários, sem que as obras
municipais avançassem. “A desculpa não pode ser falta de recurso, porque
Jerônimo já pegou dinheiro emprestado como nenhum outro governador na história
da Bahia. O problema é falta de gestão, falta de organização e, principalmente,
falta de respeito com os prefeitos”, criticou.
O deputado também observou que essa relação do PT com prefeitos não é novidade. “O PT trata aliados como trastes descartáveis. Eles servem enquanto servem ao projeto de poder. Depois, viram apenas um incômodo. Os prefeitos estão percebendo isso. Não à toa, muitos já buscam novos caminhos para 2026”, concluiu.

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