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9 de fevereiro de 2026

PRESIDENCIÁVEL DO MBL DEFENDE MORTE DE BANDIDOS E PEDE INTERVENÇÃO NO MA

 

Renan Santos defende, durante live em Mossoró, execução de bandidos

Na tentativa de viabilizar a sua candidatura à Presidência da República e de promover o recém-fundado partido Missão, que nasceu do MBL, Renan Santos tem adotado como tática discursos inflamados e posições extremistas nas redes sociais. O fundador do MBL pregou a execução de criminosos e defendeu um processo de intervenção no Maranhão.

    Renan passou a difundir a importância de o Brasil produzir armas nucleares, ao lado do deputado federal Kim Kataguiri (União). Principal representante do MBL no Congresso, Kim é autor de uma PEC que autoriza o país a produzir bomba atômica "para fins pacíficos". A escalada é uma aposta do MBL diante das barreiras que o Missão terá nesta eleição, como baixa representatividade no Congresso e o pouco tempo de televisão para propaganda eleitoral.

    Na semana passada, Renan escolheu Mossoró (RN), conhecida pela resistência ao bando de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, para expor suas ideias na área de segurança pública. "Vagabundo se trata na bala, se mata, se elimina. Na época, o Colchete e o Jararaca, dois dos principais soldados do Lampião, vieram a óbito. Vamos fazer isso com o PCC, o Comando Vermelho, o Sindicato do Crime."

Ao tratar do Nordeste, onde o Missão tem investido bastante, Renan se coloca como o único pré-candidato que não fala da região "de maneira condescendente". Especificamente sobre o Maranhão, afirmou que é "uma bosta" viver lá e defendeu intervenção federal do estado. "A classe política do Maranhão é um lixo. Eu colocaria um interventor no Maranhão para melhorar o IDH [Índice de Desenvolvimento Humano]", diz Renan.

    "Eu não vou ficar falando de cuscuz com eles [povo nordestino], e que vou aumentar o Bolsa Família. Vocês [maranhenses] precisavam virar uma população economicamente ativa. Tem que ter mais direitos, sim, mas mais deveres." Por enquanto, Renan tem pontuado baixo nas pequisas, raramente passando de 3%. Mas ele aposta em crescer sobretudo mirando o eleitorado jovem masculino, a chamada "geração Z".

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