O poeta e escritor Telmo Padilha (1930 - 1997) ganhou uma estátua em sua cidade natal, Itabuna, nesta quinta-feira (26). A cerimônia de inauguração da obra, na Orla do Berilo, contou com as presenças de familiares do poeta; de artistas, jornalistas, profissionais liberais, vereadores, secretários municipais, Prefeito Augusto Castro, entre autoridades e moradores.
O
espaço onde está instalada a estátua de Telmo Padilha, também possui um mosaico
onde o Clube dos Poetas do Sul da Bahia, homenageia centenas de outros poetas e
poetisas de Itabuna. Telmo Fontes Padilha (Ferradas, Itabuna, 5 de maio de 1930
— Itabuna, 17 de julho de 1997 - 67 anos), foi um poeta e jornalista brasileiro
associado à chamada literatura grapiúna. Atuou na imprensa do sul da Bahia e no
Rio de Janeiro, trabalhou na CEPLAC e foi membro da Academia de Letras de
Ilhéus.
Contruída
pelo artista plástico Diovane Tavares, a obra mostra o poeta sentado em um
banco de praça com um livro na mão e um sorriso no rosto. A inauguração da obra
fechou o ciclo de cinco anos do radialista e ativista social, Val Cabral,
programando a realização deste seu sonho, pois sempre considerou uma enorme
injustiça Itabuna não possuir um monumento do seu mais renomado, premiado e
traduzido poeta.
Com a
proposta de criar um espaço cultura, voltado para a celebração do poeta itabunense,
o local contará com uma série de atividades culturais e eventos que integrarão
um calendário constante de atividades como lançamentos de livros, apresentações
de dança, capoeira, artesanato e gastronomia. A partir de março, a ideia é que no
“Espaço Telmo Padilha” passe mensalmente ser realizado grandes eventos artísticos
e culturais.
Em
Itabuna Telmo Padilha promoveu várias atividades culturais através do PACCE - Projetos
e Atividades Culturais Cacau, sendo responsável pela revelação para todo o
Brasil da obra do poeta de Belmonte Sosígenes Costa, publicando os livros Pavão
Parlenda Paraíso, estudo de José Paulo Paes sobre Sosígenes (1977) e Iararana
(1979). Telmo Padilha contribui também para a fundação da Faculdade de Direito
de Ilhéus, matriz do que é hoje a Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC.,
onde trabalhou como assessor cultural, cedido pela Ceplac, na qual ingressou
por concurso em 1970.
Entre
suas obras conhecidas estão “Onde tombam os pássaros” (1974), “Canto rouco”
(1977), “Vôo absoluto” (1977) e “O rio” (1977). “Canto rouco” recebeu resenha
na revista World Literature Today (1979). Vôo absoluto é frequentemente
referido como laureado com o Prêmio Nacional de Poesia do INL/MEC (1975) e o
Prêmio Internacional de Poesia San Rocco (1976).
O
poeta morreu num trágico acidente automobilístico, entre as cidades de
Buerarema/Itabuna. Com mais de 40 obras literárias, a maioria poesia, e
traduzidas em diversos idiomas, mostrando a nossa cultura do cacau através de tradução
de suas obras em mais de 40 países, o poeta, ainda, não tinha sido reconhecido pelo menos, com um
nome de rua em Itabuna! Na noite de hoje, essa falha foi corrigida!


































Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.