Declaração do ex-líder do PT na Câmara Lindbergh Farias (RJ) de que seu partido apoiaria a criação de CPI para investigar a fraude do Banco Master pegou de surpresa uma boa parte dos petistas. A ala baiana do PT, incluindo Rui Costa, não quer nem ouvir falar em CPI. O temor é que avance sobre o CredCesta, consignado para servidores da Bahia entregue de bandeja para o Banco Master, e arraste o governo de Jerônimo Rodrigues e antecessores para o escândalo, Costa e o atual líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner.
Com o escândalo colando no governo, parte do PT
resolveu apoiar a investigação, mas nada de assinar a CPMI, puxada pela
oposição. Para fazer o filme, o PT só apoia os pedidos de Fernanda Mechionna
(Psol-RS), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
Liderada pela oposição, o requerimento para a
instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master
foi protocolado nesta terça com apoio de 280 parlamentares. A iniciativa,
encabeçada pelo deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), quer apurar fraudes
financeiras do Banco Master e do empresário Daniel Vorcaro.
Sem citar nomes, mas se referindo a Viviane Barci de
Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de
Moraes, o parlamentar destacou: “Esse caso deixa a Lava Jato no chinelo. Temos
esposa de ministro, que tem contrato milionário de R$ 129 milhões sem ter
nenhum registro de sua atuação no Banco Central desse banco fraudulento, irmão
de ministro dono de resort ligado a fundo ligado ao Banco Master”.
O requerimento precisa ser lido em sessão conjunta
da Câmara e do Senado para que a CPMI seja oficialmente instalada. A leitura
cabe ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que ainda
não definiu data para o ato. Para o vice-líder da Oposição na Câmara,
Sanderson, a CPMI é essencial para garantir transparência.
“O Parlamento não pode se omitir diante de indícios
graves. A sociedade exige respostas claras e responsabilidade. O Brasil precisa
passar a limpo,” afirmou Sanderson. Já Capitão Alberto Neto (PL-AM) classificou
o número de assinaturas como um avanço significativo.
“Alcançamos 280 assinaturas. Muita coisa será revelada, toda podridão será exposta. Quem não deve, não teme. A CPMI vai separar narrativas políticas da verdade dos fatos. 2026 é o ano de resgatar o país.” Com Diário do Poder

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