Natal Itabuna

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Trief

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23 de fevereiro de 2026

A PARTE MAIS GRAVE DA CORRUPÇÃO É O CONCHAVO E A IMPUNIDADE QUE CONTAMINAM A SOCIEDADE.

O álibi da "pesca" dos "agulhões" tenta explicar o naufrágio e sumiço dos milhões! A sensação de impunidade é o grande motor da corrupção e oxigenadora de endeusamento dos “diabinhos”, que infernizam a vida do povo desafortunado!

Uma sociedade que elege um prefeito que foi uma escandalosa referencia nacional de corrupção, é uma sociedade que antepõe outros valores à honradez ética, seriedade e honestidade. Um povo que não só suporta a corrupção, como também volta a eleger aqueles que geriram uma fonte fecunda de corrupção, é por isso mesmo uma sociedade na qual a percepção de impunidade se torna mais patente. Porque, afinal de contas, o que se diz às pessoas corruptas, em uma sociedade assim, é que continuem roubando. Porque aqui, “senhores”, é possível roubar de forma impune. Não acontece nada.

Sendo assim, a primeira coisa que me ocorre é que, para uma notável maioria da nossa gente, não importa que se continue cometendo os absurdos e as injustiças que foram cometidos nos últimos anos. O que significa, é lógico, um problema político importante. Contudo, também, certamente sem se dar conta, imagina-se que isto seja um problema mais grave do que alguns outros. Importa e nos preocupa mais o próprio bem-estar que o sofrimento dos outros.

Não digo estas coisas por motivos políticos partidários. Defendo aqueles que se veem pior tratados nesta sociedade, aqueles que são as vítimas dos corruptos. No mais, devo destacar que a corrupção não se resolve pesando as consciências com motivações ideológicas. Tais motivações, ajudam aqueles que possuem crenças retrógadas e alienadoras. No entanto, para o conjunto da sociedade são insuficientes. O que fazer, então? É urgente revisar a fundo determinados pressupostos do Direito vigente. Concretamente:

1) Suprimir a prescrição dos crimes de corrupção, cometidos por cargos da administração pública;

2) O crime de roubar dinheiro da administração pública só será perdoado com a devolução do dinheiro roubado;

3) Reduzir ao mínimo possível o privilégio dos governantes para nomear, a dedo, cargos da administração pública.

Termino, mais uma vez, insistindo em que, se falo destas coisas, é pela força de uma convicção que é determinante em minha vida: o silêncio e a passividade diante do sofrimento dos mais desamparados é se fazer responsável por esse sofrimento.

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