Não é de hoje que a comunicação do governo federal vem sendo objeto de atenção do Palácio do Planalto. Tanto que o então ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, foi substituído pelo publicitário baiano Sidônio Palmeira, após transbordarem críticas sobre a estratégia de comunicação do governo.
É preciso se atentar ao fato de que o ambiente
comunicacional mudou desde os primeiros mandatos do petista. Durante os
primeiros governos Lula, o problema de comunicação esbarrava na mídia, na
grande imprensa, porque toda a comunicação com o povo era mediada pela grande
imprensa, a não ser a comunicação que se fazia direto via as políticas públicas
de governo.
Hoje em dia, o problema da comunicação do ponto
de vista do governo, é duplo, pois continua a ser tratado com forte viés pela
grande imprensa, ao mesmo tempo que tem que lidar as redes sociais. E nas redes
sociais, a esquerda, em geral, perde de lavada da direita repetidamente. A
direita tem um poder e uma organização de comunicação nas redes sociais
geralmente mais efetiva que o da esquerda.
A desatenção com esse aspecto da comunicação
dificilmente poderia ser maior. Talvez achem que o próprio carisma do Lula, a
popularidade e o assistencialismo das políticas públicas de seu governo, mais
uma vez poderia ser a solução para uma comunicação com a população que prescindisse
dos meios. Isso é ilusão. Mas nada adianta investir em comunicação se a população
não sente a melhora concreta em suas condições de vida. Os altos preços dos
alimentos é uma questão sensível à maioria dos brasileiros.
A estratégia de Lula é se beneficiar eleitoralmente de um conjunto de ações, como o vale gás, a isenção de imposto de renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil reais e o empréstimo consignado para trabalhadores da iniciativa privada. Essa é a forma dele tentar alavancar sua popularidade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.