O escândalo dos consignados envolvendo o Banco Master ganhou um novo eixo político que passa pela Bahia petista. Empresário preso pela Polícia Federal, Augusto Lima comandou operações do consignado ligadas ao Master e construiu o império da Credcesta em meio a relações políticas consolidadas durante os governos do PT no estado.
À época, Rui Costa era governador da
Bahia, período em que o avanço desse modelo de crédito se deu sem qualquer
gesto de proteção efetiva ao servidor público estadual.
A Credcesta, ligada a Augusto Lima,
operou fortemente no mercado baiano de consignados quando Rui Costa governava o
estado, inclusive após a compra da Cesta do Povo, negócio autorizado durante
sua gestão. O modelo de crédito foi alvo de críticas recorrentes por
comprometer a renda de servidores, com taxas elevadas e pouca transparência.
Ainda assim, não houve registros de medidas duras do governo estadual para
frear o avanço dessas operações enquanto o petista Rui comandava o Palácio de
Ondina.
As conexões políticas ganharam dimensão
nacional quando reportagens revelaram que o controle do consignado do Master
esteve nas mãos de um sócio identificado com o PT, reforçando o elo entre o
banco, operadores do crédito e o núcleo político petista.
O caso passou a preocupar o Planalto
após a prisão de Augusto Lima e o aprofundamento das investigações sobre a
atuação da Credcesta, inclusive no INSS, segundo apurações da imprensa
nacional.
O contraste chama atenção: enquanto
servidores baianos enfrentavam aperto financeiro e endividamento crescente, a
gestão Rui Costa manteve distância do problema. Hoje, já como ministro, o
ex-governador vê seu nome associado a um escândalo que mistura crédito
consignado, operadores próximos ao PT e decisões tomadas quando ele tinha poder
direto sobre o estado.
A pergunta é: por que o governo petista foi tão rápido para autorizar negócios e tão lento para proteger o servidor público do Estado? Por Mathias Jaimes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.