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27 de janeiro de 2026

ROUBALHEIRA DO BANCO MASTER: ENTENDA ELO ENTRE RUI COSTA E AUGUSTO LIMA NO CONSIGNADO CREDCESTA QUE PREJUDICOU CENTENAS DE SERVIDORES

Rui Costa vê seu nome associado a um escândalo que mistura crédito consignado, operadores próximos ao PT e decisões tomadas quando ele tinha poder direto sobre o estado.

O escândalo dos consignados envolvendo o Banco Master ganhou um novo eixo político que passa pela Bahia petista. Empresário preso pela Polícia Federal, Augusto Lima comandou operações do consignado ligadas ao Master e construiu o império da Credcesta em meio a relações políticas consolidadas durante os governos do PT no estado.

À época, Rui Costa era governador da Bahia, período em que o avanço desse modelo de crédito se deu sem qualquer gesto de proteção efetiva ao servidor público estadual.

A Credcesta, ligada a Augusto Lima, operou fortemente no mercado baiano de consignados quando Rui Costa governava o estado, inclusive após a compra da Cesta do Povo, negócio autorizado durante sua gestão. O modelo de crédito foi alvo de críticas recorrentes por comprometer a renda de servidores, com taxas elevadas e pouca transparência. Ainda assim, não houve registros de medidas duras do governo estadual para frear o avanço dessas operações enquanto o petista Rui comandava o Palácio de Ondina.

As conexões políticas ganharam dimensão nacional quando reportagens revelaram que o controle do consignado do Master esteve nas mãos de um sócio identificado com o PT, reforçando o elo entre o banco, operadores do crédito e o núcleo político petista.

O caso passou a preocupar o Planalto após a prisão de Augusto Lima e o aprofundamento das investigações sobre a atuação da Credcesta, inclusive no INSS, segundo apurações da imprensa nacional.

O contraste chama atenção: enquanto servidores baianos enfrentavam aperto financeiro e endividamento crescente, a gestão Rui Costa manteve distância do problema. Hoje, já como ministro, o ex-governador vê seu nome associado a um escândalo que mistura crédito consignado, operadores próximos ao PT e decisões tomadas quando ele tinha poder direto sobre o estado.

A pergunta é: por que o governo petista foi tão rápido para autorizar negócios e tão lento para proteger o servidor público do Estado? Por Mathias Jaimes.

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