O prefeito da cidade, possuía um burro que ele mesmo apelidou de governo. Parece que a ideia se fundamentou para que ele mantivesse a sensação de possuir o governo, ainda quando não estivesse como governante! Para alguns amigos próximos, ele pilheriava dizendo, que aquele era um governo, que jamais deixaria de o pertencer, sem ter que fazê-lo carregar um bocado de “malas sem alças” para sustentar!
Pilhéria à parte, o “governo” do prefeito era muito lento,
desengonçado, cego, surdo e completamente destrambelhado. Quase sempre estava em estágio de letargia,
preguiça e sem serventia. Mesmo assim o prefeito não queria o abandonar. O apego
era muito grande, pois mesmo sem muita utilidade, era o “governo”, com sua atração
pública, sua única fonte de enriquecimento súbito e ilícito.
O povo que queria ver o prefeito montado no “governo”,
logo percebeu que o dito cujo não tinha habilidade para controlá-lo. E nem
sabia fazer seus tropeiros conduzir o “governo”, para melhor agradar a
população. Então a população passou a desgostar do “governo” empacado e do
prefeito, que não sabia fazê-lo levantar, sacudir a poeira e seguir Avante!
Com a queda do “governo” paralisado, caiu também o prefeito parasita, que nunca mais conseguiu ter outro “governo”, para permanecer enganando o povo e dele e sustentando. E assim o povo da cidade ficou feliz para sempre! – Qualquer semelhança com “governo” e prefeito d seu conhecimento, não terá sido coincidência!

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