À quem interessar possa: Venho, por meio desta, expressar meu protesto contra uma comparação injusta, recorrente e profundamente equivocada: a de associar políticos que cometem irregularidades, abusos e crimes com os palhaços. É preciso dizer com toda clareza: não confundam palhaços com políticos corruptos.
O palhaço, figura ancestral da arte e do riso, transgride
as regras da normalidade não para causar danos, mas para provocar reflexão e
alegria. Sua missão é revelar o ridículo da condição humana com generosidade,
expondo nossas fraquezas e vaidades por meio da leveza e da comicidade. O
palhaço diverte, encanta e cura. Sua transgressão é poética, libertadora e
profundamente humana.
Já o político que desrespeita a lei, desvia recursos
públicos, mente ou age em benefício próprio em detrimento do povo, não provoca
riso, provoca indignação, dor e morte. Suas ações causam prejuízos reais:
hospitais sem remédio, escolas abandonadas, tragédias evitáveis e vidas
ceifadas. Essa é uma transgressão criminosa e covarde, que nada tem de cômica.
Portanto, usar o termo "palhaço" para se
referir a políticos desonestos é uma ofensa grave aos artistas da palhaçaria,
aos profissionais do riso, e a toda uma tradição cultural que merece respeito. Exigimos
que parem de manchar a imagem do palhaço com esse tipo de comparação.
O
verdadeiro palhaço não rouba, não mente, não manipula. Ele apenas segura um
espelho diante da sociedade, nos convidando a rir de nós mesmos, algo que,
aliás, muitos políticos seriam incapazes de fazer.
Quanto aos eleitores de políticos corruptos, o que tenho a dizer, é que apoiando e votando em bandidos do colarinho branco, eles estão encenando a ópera-bufa, de serem trouxas, pelegos e serviçais amassadores de barro para faraó, disfarçados de palhaços da desgraça dos expectadores em geral e da piada sem graça!

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