Ao declarar ontem, terça-feira (20), em evento na cidade gaúcha de Rio Grande, que “Quem bate em mulher, não precisa votar em mim”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não deve estar pensando em incluir Luis Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, seu filho mais novo, que foi denunciado por sua companheira, uma médica de 29 anos, por agressão física e psicológica. O registro da ocorrência foi realizado na Delegacia da Mulher, em São Paulo.
Além
de dizer que não quer os votos de homens que cometerem violência doméstica,
Lula reiterou o compromisso do seu governo com o combate à violência cometida
contra a mulher. “Quem tem que evoluir somos nós, homens. Portanto, eu assumi
essa luta, estamos fazendo um pacto nacional contra a violência contra a
mulher. E eu vou dizer o seguinte, quem bate em mulher, não precisa votar em
mim”, reforçou o presidente – o filho de Lula bate em mulher!
O
discurso de Lula aconteceu no dia em que foi divulgada uma triste estatística
no Brasil. De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o
Brasil registrou um novo recorde de feminicídios em 2025, com ao menos 1.470
ocorrências em todo o país.
Os registros de 2025 superam os 1.459 contabilizados em 2024 (um aumento de ao menos 0,41%) e são os maiores em dez anos. Os dados, entretanto, ainda devem subir, uma vez que Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo ainda não enviaram os dados referentes aos crimes de dezembro.

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