Em mais de 10 anos no poder na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro e seus colaboradores mais próximos acumularam cerca de US$ 3,8 bilhões ( R$ 20,4 bilhões) em bens que estão espalhados pelo mundo, segundo monitoramento de organizações de combate à corrupção no país. Desde 3 de janeiro, o venezuelano e sua mulher, Cilia Flores, estão presos em Nova York depois de terem sido capturados em uma operação dos Estados Unidos em Caracas.
Após a captura, a Suíça anunciou o bloqueio dos
bens do chavista em seu país, seguindo um movimento que já havia sido feito
pelos Estados Unidos meses antes. É difícil precisar números dos ativos de
Nicolás Maduro, já que se suspeita que grande parte deles é alvo de lavagem de
dinheiro fora da Venezuela e só são encontrados após meses de investigação dos
países de origem.
Segundo a ONG Transparência Venezuela essa conta
se refere apenas a bens adquiridos de forma ilícita e já localizados por
investigações. Em um relatório de agosto de 2025, a organização estimou que
Maduro tem pelo menos 745 bens não identificados em 20 países que teria sido obtidos
com dinheiro de corrupção. Esses bens são avaliados em US$ 3,5 bilhões, o que
se soma a outros 218 milhões de euros encontrados na Europa.
De acordo com a organização, esses montantes
estariam escondidos em imóveis de alto-padrão, relógios de luxo, iates,
veículos, fundos de investimento, cavalos de corrida, entre outros. Mas a
maioria se encontra em bancos ou dinheiro em espécie e foi confiscada.
O relatório foi feito com dados coletados ao
longo de anos até maio de 2024 a partir de fontes judiciais e órgãos de
fiscalização, além de reportagens na imprensa que citam casos levados à
Justiça. Por isso, ressalta a ONG, os números são conservadores.
“Esses cálculos omitem bilhões de dólares
em ativos e somas que ainda não foram reveladas, seja porque as investigações
estão em andamento e não são públicas, seja porque as autoridades dos países
que investigam ainda estão identificando os esquemas, seus operadores e
facilitadores”, observa a organização.
“As redes de corrupção de ex-funcionários e empresários, ligados ao chavismo e posteriormente ao regime de Maduro, lavaram seus ganhos ilícitos principalmente nos Estados Unidos”, aponta o relatório. Outros países citados na lavagem de dinheiro são Espanha, Argentina, Suíça, Panamá, Colômbia entre outros.
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