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14 de janeiro de 2026

CAVALOS, JOIAS, RELÓGIOS DE LUXO E MANSÕES NA LISTA DA FORTUNA DE MADURO

Desde 3 de janeiro, o venezuelano e sua mulher, Cilia Flores, estão presos em Nova York depois de terem sido capturados em uma operação dos EUA

Em mais de 10 anos no poder na Venezuela, o ditador Nicolás Maduro e seus colaboradores mais próximos acumularam cerca de US$ 3,8 bilhões ( R$ 20,4 bilhões) em bens que estão espalhados pelo mundo, segundo monitoramento de organizações de combate à corrupção no país. Desde 3 de janeiro, o venezuelano e sua mulher, Cilia Flores, estão presos em Nova York depois de terem sido capturados em uma operação dos Estados Unidos em Caracas.

Após a captura, a Suíça anunciou o bloqueio dos bens do chavista em seu país, seguindo um movimento que já havia sido feito pelos Estados Unidos meses antes. É difícil precisar números dos ativos de Nicolás Maduro, já que se suspeita que grande parte deles é alvo de lavagem de dinheiro fora da Venezuela e só são encontrados após meses de investigação dos países de origem.

Segundo a ONG Transparência Venezuela essa conta se refere apenas a bens adquiridos de forma ilícita e já localizados por investigações. Em um relatório de agosto de 2025, a organização estimou que Maduro tem pelo menos 745 bens não identificados em 20 países que teria sido obtidos com dinheiro de corrupção. Esses bens são avaliados em US$ 3,5 bilhões, o que se soma a outros 218 milhões de euros encontrados na Europa.

De acordo com a organização, esses montantes estariam escondidos em imóveis de alto-padrão, relógios de luxo, iates, veículos, fundos de investimento, cavalos de corrida, entre outros. Mas a maioria se encontra em bancos ou dinheiro em espécie e foi confiscada.

O relatório foi feito com dados coletados ao longo de anos até maio de 2024 a partir de fontes judiciais e órgãos de fiscalização, além de reportagens na imprensa que citam casos levados à Justiça. Por isso, ressalta a ONG, os números são conservadores.

 “Esses cálculos omitem bilhões de dólares em ativos e somas que ainda não foram reveladas, seja porque as investigações estão em andamento e não são públicas, seja porque as autoridades dos países que investigam ainda estão identificando os esquemas, seus operadores e facilitadores”, observa a organização.

“As redes de corrupção de ex-funcionários e empresários, ligados ao chavismo e posteriormente ao regime de Maduro, lavaram seus ganhos ilícitos principalmente nos Estados Unidos”, aponta o relatório. Outros países citados na lavagem de dinheiro são Espanha, Argentina, Suíça, Panamá, Colômbia entre outros.

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