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26 de janeiro de 2026

BAHIA TEM QUASE 4,7 MILHÕES "NO SPC"

Quase metade do povo baiano adulto, está endividado!

Cerca de 4,69 milhões de baianos encerraram 2025 com algum tipo de dívida em atraso. Dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa, indicam que 44,07% da população adulta da Bahia estava inadimplente em dezembro, índice superior ao registrado no mesmo mês de 2024, quando o percentual era de 40,6%.

A variação representa a entrada de aproximadamente 369 mil novos inadimplentes em um intervalo de 12 meses. O número ajuda a dimensionar o impacto das dívidas sobre o orçamento das famílias no estado. A virada do ano costuma concentrar despesas obrigatórias, como impostos, material escolar e reajustes de serviços.

Isso aumenta a pressão financeira sobre quem já enfrenta dificuldades. No perfil das dívidas, bancos e cartões de crédito concentram 26,1% dos débitos, seguidos por contas básicas, como água, luz e gás (22,1%), e por financeiras (19,6%). O valor médio de cada dívida é de R$ 1.593,27, indicador que ajuda a explicar a dificuldade de regularização.

O cenário observado na Bahia acompanha uma tendência nacional. Em dezembro, o Brasil chegou a 81,2 milhões de inadimplentes, o maior número da história, após 12 meses seguidos subindo. A maior concentração de pessoas com o nome negativado está entre 41 e 60 anos (35,6%), seguida por 26 a 40 anos, acima de 60 e entre 18 e 25 anos.

Para o consultor de negócios da Central Sicredi Nordeste, Erli Bandeira, os números reforçam a importância da organização financeira. “Quando o consumidor entende exatamente quanto ganha, quanto gasta e onde estão os principais compromissos, ele passa a ter condições reais de tomar decisões mais equilibradas".

Outro aspecto relevante é definir prioridades. “Não é possível resolver tudo de uma vez. Priorizar dívidas com juros mais altos, renegociar prazos e valores e criar o hábito de guardar pequenas quantias mensalmente já produz efeito. Mesmo valores baixos, quando organizados, ajudam a reduzir a dependência do crédito”, diz Erli.

Ele destaca que, para quem busca avançar na regularização das contas a longo prazo, a divisão do orçamento pode ajudar. “No planejamento financeiro, uma referência bastante utilizada é a organização da renda em blocos. Um modelo simples é destinar cerca de 30% da renda para despesas essenciais, como moradia, água, luz e alimentação”.

“Outros 30% podem ser direcionados a compromissos financeiros e objetivos, como pagamento de dívidas, educação ou aquisição de bens, enquanto os 40% restantes ficam para poupança, investimentos e despesas pessoais. Essa estrutura facilita o controle do orçamento e a visualização dos limites de gasto”, completa o consultor. (A Região).

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