Um dos motivos que levaram o partido União Brasil (UB) a acelerar o processo foi a cobrança em tom duro feita pelo presidente em reunião ministerial nesta terça-feira (26) aos ministros Celso Sabino (Turismo), do União, e André Fufuca (Esporte), do PP, para que apoiassem seu governo. Lula também disse que não gostava do presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
“Diante das declarações de ontem do
presidente Lula, consideramos que ficou mais urgente resolver essa situação de
forma definitiva. Não dá mais para esperar”, diz o vice-presidente do União,
ACM Neto. O cronograma inicial da federação entre União e PP, anunciada na
semana passada, era tomar uma decisão no final do ano, após o arranjo ser
aprovado pelo TSE. Mas os fatos se impuseram, dizem líderes das duas
agremiações.
A tendência é aprovar a saída imediata
do governo, o que obrigará Sabino e outros indicados em postos menores a
deixarem seus cargos, sob risco de serem punidos. A diretriz não se aplica aos
ministros Waldez Goes (Desenvolvimento Regional) e Frederico Siqueira
(Comunicações), que são indicados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre
(União-AP), mas não são filiados à legenda.
O União também optou por tomar sua decisão independentemente do PP, parceiro na federação. Um membro da direção nacional negou informação publicada pelo Painel que os ministros do partido só deixariam seus cargos se o PP entregasse o comando da Caixa Econômica Federal, que foi indicação do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (AL).
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