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1 de maio de 2020

NÃO HÁ MAIS COMO SER APENAS UM "POSTE" NA ESCOLA

É abrindo escolas, que se evitar construir presídios!
Sou comunicador e há bastante tempo venho observando as práticas docentes na escola contemporânea. Hoje pela manhã chamou-me a atenção um termo utilizado por um colega radialista em um programa matinal: assistir aula. Essa expressão não mais deveria ser utilizada nos tempos modernos, pois é advinda de práticas docentes antigas onde o professor era o detentor de todo o conhecimento e, o aluno, mero expectador. Daí o termo “assistir aula”. O professor planejava aulas expositivas, utilizava-as em
diferentes turmas de alunos desconsiderando suas particularidades e possíveis questionamentos ou imprevistos. Os planejamentos eram guardados como tesouros junto a modelos de atividades objetivando facilitar a vida do professor nos anos subsequentes. Esse equívoco foi pratica comum durante um longo período nas escolas. Comparemos essas aulas agora a uma ida ao cinema: sabemos o nome do filme (disciplina); temos noção do enredo (conteúdo); podemos gostar ou não, porém jamais nos será permitido fazer qualquer alteração no desenrolar e no desfecho da história. Nos resta apenas a opção de assisti-lo até o final ou desistir antes do fim. Assim ficava caracterizado o papel do aluno naquela época: mero expectador. Mas, diante de um mundo globalizado em que as informações chegam com rapidez e em quantidades surpreendentes e onde nenhum setor cresceu tanto como o da comunicação, inevitavelmente, a escola também mudou. O aluno agora deve ser o protagonista de sua aprendizagem e, o professor, um mediador do conhecimento. Hoje, ele não “assiste aula”, mas, sim, participa ativamente dela buscando e trocando conhecimentos, construindo conceitos por meio da vivência, da pesquisa. Com isso o desenrolar e o desfecho dessa história não é tão previsível pois tudo pode ser questionado, ampliado, compartilhado e construído por meio das relações e das interações. Ou pelo menos, deveria ser...

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