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| Políticos estão atendendo o clamor do povo a favor do impeachment |
Pelo menos seis ex-ministros da presidente Dilma Rousseff já decidiram votar no Congresso pelo impeachment da ex-chefe. Eles negam que o ato seja uma traição. A maioria se refugia sob o manto de decisões partidárias para justificar suas posições. A inclusão de ex-auxiliares diretos de Dilma na debandada é vista por parlamentares da oposição como mais um sinal de que o governo perderá domingo. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que foi ministro da Pesca, integra esse grupo. Ele ressalta que seu partido fechou questão pelo impeachment. Observa ter sido um dos fundadores da legenda e afirma ser preciso acompanhar a posição por fidelidade, apesar de, meses atrás, ter chegado a posar para fotos durante negociações para uma ida ao PSB. Para justificar a decisão de votar contra Dilma, Crivella busca separar o governo de que participou do atual. “Fui ministro do governo anterior, um governo que deu certo e foi reeleito. Não fui ministro desse governo que está aí agora”, disse. Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), também senador, disse ter vivido um “dilema” até chegar ao voto pelo impeachment. Ele frisou que, como ministro da Previdência, nunca se sentiu desprestigiado, destacando a aprovação da regulamentação da previdência complementar dos servidores públicos como conquista de sua gestão. Disse, porém, que a sua atuação virou uma “gota no oceano do contexto trágico que o país atravessa”. Reconheceu que o gesto de seu primo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de abandonar o Ministério do Turismo em março foi decisivo. “O Henrique e eu atuamos politicamente juntos. Ele ficou um tempo sem poder se desvencilhar do governo, mas o gesto dele de sair teve um impacto aqui em Brasília e também no estado. Isso me deu força para tomar a decisão. E claro que tem o fato de o PT ter feito campanha contra a gente lá, inclusive usando o Lula” afirmou Garibaldi.

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