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| Itabuna não pode errar elegendo quem não pode governá-la bem |
Itabuna foi e continua sendo, em seus extratos populacionais, uma cidade dividida, marcada por uma profunda separação entre os habitantes que moram nas áreas nobres da cidade e os que sobrevivem nos bolsões de miséria que caracterizam as suas periferias. Isto porque existem duas Itabunas em uma só cidade. Realidades diametralmente opostas, que referenciam as profundas diferenças sociais, econômicas e urbanas da nossa menosprezada cidade sulbaiana. Essas contradições têm origem na ordem de prioridade do poder público municipal, com discrepâncias gritantes dos investimentos dos recursos orçamentários do município. Podemos afirmar que Itabuna é, sim, uma cidade dividida, existindo uma para os que moram no centro e condomínios fechados e outra para os que moram nos bairros pobres da periferia. Uma para os que residem nos bairros de classe média do Pontalzinho, Conceição, Mangabinha... e outra dos moradores dos bairros populares e abandonados do Nova Esperança a Nova Califórnia. Temos uma Itabuna daqueles que habitam os condomínios de luxo do Jardim das Acácias e outra completamente diversa dos que vivem nos morros dos bairros São Pedro, Maria Pinheiro, Pedro Jerônimo, Daniel Gomes, Novo Horizonte e outros. Itabuna já completou 100 anos de sua fundação, mas continua às quedas, como crianças aprendendo a andar. Os problemas que afligem a população mais empobrecida da sociedade itabunense continuam os mesmos. Excetuaria os governos sisudo de Oduque Teixeira e técnico do prefeito Ubaldo Dantas, que tiveram um olhar voltado para a periferia. Fica, portanto, a pergunta no ar: quem nada fez nos últimos anos para melhorar as condições dos que moram do lado esquecido de Itabuna, possui credibilidade para dizer que vai resolver a difícil situação dos excluídos e esquecidos pelo poder público, nos próximos quatro anos? Quem não fez nos últimos anos, não fará nos próximos quatro. Enquanto não tivermos governos comprometidos com a integração geopolítica dos bairros da cidade, dificilmente teremos as contradições do nosso povo devidamente equacionadas. A saída para a construção de uma cidade mais justa socialmente, igualitária economicamente e integrada urbanisticamente, só será possível pela nova política. Enquanto não priorizamos a política em nossas vidas, estaremos sendo castigados por aqueles governantes que se interessam por ela.

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