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| Augusto Castro é favorito para ganhar a eleição de prefeito em Itabuna |
À luz da ciência política, as explicações para a disputa que se trava pelo comando do município de Itabuna, a avaliação é bem diferente do que “amor à causa”. A prefeitura é parte do Estado Nacional com a qual as populações têm mais contato direto, em geral, para resolver questões cotidianas. Costumamos dizer que é o espaço estatal onde o cidadão pode mais facilmente entrar. Ele paga taxas e pode fiscalizar a sua aplicação, de modo relativamente rápido, ao mesmo tempo, é para onde se dirigem suas demandas mais imediatas. Nesse contexto, o que representa a gestão municipal? A gestão municipal, como qualquer outra instância de gestão pública, lida, manuseia, atribui, distribui ou aloca recursos públicos. O grupo que decide sobre o destino destes recursos, pode interferir, para o bem e para o mal, na vida de muita gente, o que é uma fonte de poder. Tradicionalmente, a prefeitura também têm inserção na vida comunitária, o que também lhe confere prestígio. Se não bastasse tudo isso, as eleições, nos últimos séculos, são as formas mais antigas e consolidadas de participação política (com todos os seus problemas), e o que está em disputa é o poder político numa cidade. De um lado, o que está colocado para qualquer pessoa é o imperativo de poder participar da vida política de sua cidade quando se escolhe os representantes; de outro, há a disputa entre os candidatos pelo poder sobre um certo lugar e seus habitantes. E este é um ano propício para que tenhamos consciência destes fatos e elejamos prefeito e vereadores comprometidos, efetivamente, com as causas populares e não pessoais e de grupos de uma casta já bem aventurada da sociedade. Assim sendo e fazendo, todos ganham. Inclusive os que se acham donos e todos!

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