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| Deputados temem explosão de abstenções com voto facultativo |
O Plenário da Câmara dos
Deputados rejeitou, por 311 votos a 134, o fim do voto obrigatório, previsto no
relatório do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a PEC da reforma
política (PEC 182/07, do Senado). Assim, manteve-se na Constituição o voto e o
alistamento eleitoral obrigatórios para os maiores de 18 anos. Segundo o texto
constitucional, continua facultativo o alistamento para os analfabetos, os maiores
de 70 anos e aqueles maiores de 16 anos e menores de 18 anos. Em seguida, os
deputados debaterão emendas sobre o tempo de mandato eletivo. Durante a votação
em Plenário, o DEM, o PPS e o PV manifestaram-se a favor do voto facultativo. O
PMDB liberou a bancada, enquanto todos os demais partidos defenderam o voto
obrigatório. Apesar de liberar a bancada, o líder do PMDB, deputado Leonardo
Picciani (RJ), defendeu a faculdade do eleitor de decidir se quer ou não votar.
"Mais vale um pleito com eleitores que se mobilizaram e que criam
afinidade com um partido, com uma proposta, com um candidato, do que uma massa
que vai às urnas obrigada, sem ter formado opinião sobre as propostas e os
candidatos", disse.

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