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| Bruno da AGP foi meu entrevistado na TV e falou sobre os grandes e maiores problemas enfrentados pelos cadeirantes em Itabuna. |
O presidente da Associação Grapiúna de Paraprégicos-AGP, Bruno Santana, foi meu convidado desta semana, para falar ao telespectador do programa Olho no Olho, na Tv Itabuna, sobre a dificuldade de boa parte dos cadeirantes e demais pessoas com necessidades especiais no cotidiano de Itabuna. Calçadas esburacadas, falta de guias rebaixadas e locais que não possuem sinalização adequada são alguns dos problemas enfrentados diariamente. Segundo Bruno, inúmeros são os desafios. Quem sofre alguma deficência física, se desdobra para se locomover por ruas e avenidas na maioria das cidades. Em Itabuna, a situação não é diferente. A cidade tem avançado em termos de acessibilidade, mas quem enfrenta a luta diária de poder se movimentar com tranquilidade e conforto, sabe que ainda há muito a ser feito. Para a maioria, as modificações começaram dentro de casa, porém, é da porta para fora, onde as adaptações estão longe do seu alcance, que a situação fica realmente complicada. Ao sair de casa, os obstáculos começam já nas calçadas, esburacadas, com grandes desníveis, e sem rampas que facilitem a travessia das vias públicas. Além das dificuldades de infraestrutura, o desrespeito das pessoas piora a maratona do cadeirante que, muitas vezes, precisa andar pelo meio da rua por causa de cadeiras e carros que dominam as calçadas. Bruno Santana possui condições melhores de mobilidade com a aquisição de cadeira de roda especial e motocicleta adaptada. Porém, em muitos momentos sofre para se locomover já que muitos estabelecimentos comerciais, e mesmo públicos, ainda desrespeitam as normas de adequação dos serviços de acesso a cadeirantes ou pessoas com dificuldade de locomoção. Ele conta que devido as suas limitações físicas, diariamente encontra barreiras para executar tarefas do cotidiano, como ir a um banco ou lotérica, um mercado e até em algumas repartições públicas. Além disso, ele enfrenta a concorrência dos veículos e motos, que estacionam defronte as vias rebaixadas e impedem a passagem dos cadeirantes. Bruno destacou outro problema, que são as calçadas irregulares, que obriga o deficiente a dividir as ruas com os veículos, correndo risco de acidentes. "Na avenida Inácio Tosta Filho, existem guias rebaixadas, porém, o desrespeito dos motoristas é muito grande. Já nas vias transversais, o acesso é muito difícil pois as guias praticamente não existem. Nos bairros, então, isso ainda é um sonho muito distante. Eu sou a favor do progresso, da legislação de trânsito, concordo que não podemos andar na contramão, mas os governos também têm que olhar para o deficiente", reclama. Bruno defendeu a necessidade da adoção de mais políticas públicas de inclusão para as pessoas com deficiência e maior intervenção na infraestrutura urbana, que promovam a mobilidade para as pessoas com dificuldade de locomoção. "A maior deficiência é a de quem não respeita. E a pior barreira é a do preconceito. Contudo, não há dúvidas que temos que investir em políticas para melhorar a qualidade de vida dos deficientes. A lei obriga o governo a observar os critérios técnicos de acessibilidade nos prédios e obras públicos, e isso vem sendo cumprido. No entanto, isso não basta. A lei deve ser cumprida na sua integralidade, isso é respeito e direito de todos os cidadãos", finaliza.

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