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31 de março de 2013

ME ASSUSTA A QUANTIDADE DE ADOLESCENTE GESTANTES EM ITABUNA

A gravidez precoce e indesejada é um fato em Itabuna. Nos Postos de Saúde e nas Maternidades, as adolescentes grávidas que recorrem às consultas são cada vez mais frequentes. Existem vários casos de adolescentes que deram à luz através de cesarianas, porque os seus corpos ainda estão em formação. Tenho uma amiga enfermeira na Maternidade Ester Gomes, que testemunha situações complicadas na vida das adolescentes grávidas. “Muitas delas chegam aqui sem saber se estão grávidas e quando descobrem só pensam em fazer aborto, para que os pais não descubram. Outras adolescentes, dos 14 aos 18 anos, nem sequer sabem da importância do preservativo”, revelou. “É um caso muito sério, porque são crianças que não vivem a sua infância como deve ser, e chegam aqui com o pensamento negativo de abortar, porque dão conta que são crianças e não têm condições de sustentar o filho”, afirmou a enfermeira, que me pediu para não revelar sua identidade. Quase todas as adolescentes dizem que trabalho é tarefa para os homens que as engravidaram e a elas cabe a continuação dos seus estudos. Mas a realidade é diferente e toma dimensões de tragédia. A adolescência é a etapa ouro do ser humano e na adolescência as meninas começam a desenvolver-se corporalmente e a descobrir a sua sexualidade. Elas começam a sentir-se adultas e querem descobrir tudo o que os adultos fazem. Está provado mundialmente, que as adolescentes engravidam sem saber como e quando. Itabuna não foge à regra e é cada vez mais precoce o início das relações sexuais e, ao mesmo tempo, a gravidez na adolescência. Não há um estudo específico da percentagem da gravidez precoce na sociedade, mas posso garantir que os casos são assustadores, pois basta dar uma andadinha na periferia, para perceber o quanto este problema é crônico. A falta de educação sexual nas famílias e nas escolas é uma das causas da gravidez precoce e do alto índice de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids. Os adolescentes fazem sexo sem proteção e isso é muito preocupante. Muitas adolescentes escondem a gravidez, saem de casa, pensam em abortar, abandonam escola, perdem os amigos, criam o sindrome de isolamento, que também, acarreta outros vícios como o álcool, prostituição, depressão e ansiedade. Existe pouca informação na transmissão de valores entre pais e filhos. A informação sobre a sexualidade deve começar na família. Falar da importância do uso do contraceptivo aos filhos é fundamental, porque quando uma criança não é informada pensa que já sabe tudo. A gravidez na adolescência é uma realidade cada vez mais presente. A adolescente e o seu filho são particularmente vulneráveis aos riscos inerentes à gravidez e maternidade, devido à especificidade das alterações que ocorrem nesta fase etária. As igrejas devem promover aconselhamentos e prestar maior atenção ao problema da gravidez precoce em seus respectivos bairros. A educação sexual, como disciplina escolar, também pode ajudar muitos jovens a obter maior e melhor informação. A escola tem um papel fundamental porque deve ensinar o adolescente a conhecer o seu corpo. Os programas de educação sexual transmitidos nas escolas desempenham um papel insubstituível, porque permitem o diálogo e a circulação de informação sobre a sexualidade, sem preconceitos, superando todos os tabus.  Sugerimos aos encarregados de educação a conversarem com os adolescentes. Fazerem perguntas, falarem sobre o uso do contraceptivo. É importante que os jovens falem e sejam ouvidos. Gravidez na adolescência é sempre uma situação que motiva angústias e incertezas.

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