A violência em Itabuna atinge picos estarrecedores em diferentes dimensões. Entorpecida, a sociedade vive o seu dia a dia. Às vezes, a morte de uma pessoa próxima, alav
anca movimentos de protestos, e as lágrimas pelos amigos e entes perdidos, por momentos, encharcam os olhos e a alma, enquanto a vida no cotidiano aparece como ela é: uma cidade imersa em clima de tensão e medo; mãos adultas, viciadas na corrupção, surrupiando o dinheiro das políticas públicas; crianças e adolescentes fora das escolas, perambulando pelas ruas e esperando oportunidades para descolarem a razão de seu dia a dia... a droga; famílias desesperadas buscando compreender como resolver a equação desse tsunami social. Políticas estruturantes possibilitam a organização social e a pacificação da sociedade. Politicagem, não! Itabuna não é só o lugar onde mais se mata no sul da Bahia. Itabuna também é o lugar onde mais se prepara a morte com antecedência: comunidades sem assistência de saúde adequada, crianças e adolescentes fora da escola, políticas sociais inadequadas e incompletas que não rompem o ciclo da pobreza. A história de Itabuna requer mudanças urgentes. Para mudar é preciso ter coragem. Por enquanto, nada de novo no front.
Nosaa cidade está entregue as traças.
ResponderExcluirNivaldo Gomes
Está horr´vel ser jovem em Itabuna.
ResponderExcluirNossas autoridades devem agir, antes que seja tarde demais.
Sissi