Minha sobrinha tem deficiência física congênita que a impedia de caminhar. Hoje tem 9 anos e caminha graças a duas cirurgias e ao usode próteses em cada uma das
pernas. No último domingo (30.01.2011) fomos, ela e eu, ao Shopping Barra (Salvador-BA) e embora desejasse, a criança com deficiência foi impedida de usar a escorregadeira instalada na área central do piso 1, sob a alegação de que só se pode entrar ali sem calçados. Ora, a prótese de minha sobrinha são suas pernas e não oferecem qualquer risco ao equipamento ou aos demais usuários. Para minimizar a frustração da criança, fui à briquedoteca (creio que se chama Pirimpimpim), sempre no andar térreo e nova negativa, desta vez da própria gerente, que me afirmou que o equipamento não é acessível a pessoas com deficiência. Saí do Shopping indignado e fui à ÚNICA PRAÇA EQUIPADA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA em Salvador, aquela em Ondina, em frente ao IBR. As quadras estavam todas ocupadas por jovens sem qualquer deficiência. Novamente minha sobrinha não pode brincar como desejava. Desiludido fui à praça Wilson Lins (antigo clube português) e ali, num pula-pula popular (R$2,00 cada 20 minutos), finalmente minha sobrinha pode brincar como gostaria, sem danificar equipamentos ou pessoas. Fica o meu repúdio aos gestores dos equipamentos infantis do shopping Barra, que excluem crianças com deficiência. Igualmente a denúncia da falta de espaços lúdicos públicos para crianças com deficiência em Salvador Zelando pelo direito de acessibilidade a todos e todas, estou encaminhando cópia deste ao MP e órgãos de defesa de pessoas com deficiência. Estou disposto a fazer a denuncia no ar ou ir, com qualquer órgão de imprensa ou de fiscalização, aos locais onde a criança com deficiência foi excluida e discriminada. Atenciosamente, Alfredo Souza Dorea. (Ângela Góes).
pernas. No último domingo (30.01.2011) fomos, ela e eu, ao Shopping Barra (Salvador-BA) e embora desejasse, a criança com deficiência foi impedida de usar a escorregadeira instalada na área central do piso 1, sob a alegação de que só se pode entrar ali sem calçados. Ora, a prótese de minha sobrinha são suas pernas e não oferecem qualquer risco ao equipamento ou aos demais usuários. Para minimizar a frustração da criança, fui à briquedoteca (creio que se chama Pirimpimpim), sempre no andar térreo e nova negativa, desta vez da própria gerente, que me afirmou que o equipamento não é acessível a pessoas com deficiência. Saí do Shopping indignado e fui à ÚNICA PRAÇA EQUIPADA PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA em Salvador, aquela em Ondina, em frente ao IBR. As quadras estavam todas ocupadas por jovens sem qualquer deficiência. Novamente minha sobrinha não pode brincar como desejava. Desiludido fui à praça Wilson Lins (antigo clube português) e ali, num pula-pula popular (R$2,00 cada 20 minutos), finalmente minha sobrinha pode brincar como gostaria, sem danificar equipamentos ou pessoas. Fica o meu repúdio aos gestores dos equipamentos infantis do shopping Barra, que excluem crianças com deficiência. Igualmente a denúncia da falta de espaços lúdicos públicos para crianças com deficiência em Salvador Zelando pelo direito de acessibilidade a todos e todas, estou encaminhando cópia deste ao MP e órgãos de defesa de pessoas com deficiência. Estou disposto a fazer a denuncia no ar ou ir, com qualquer órgão de imprensa ou de fiscalização, aos locais onde a criança com deficiência foi excluida e discriminada. Atenciosamente, Alfredo Souza Dorea. (Ângela Góes).
É difícil para o ser humano olhar qualquer traço que não corresponda ao modelo que se tem de saúde física e mental. Assim, talvez, seja mais fácil fugir de viver o problema das diferenças. Falta-se com a caridade? Sim, mas vivemos um tempo em que as relações de afeto, também, andam muito comprometidas com o que podem valer em termos práticos na troca de valores diversos... Procure aceitar mais esta dificuldade. Vale saber que "o mundo não é a casa do amor. "Valorize, então, aqueles que a amam para além das aparências...
ResponderExcluirDjlama Ribeiro
Prezado amigo Val Cabral
ResponderExcluirPessoas preconceituosas são idiotas. Não possuem capacidade nem sensibilidade para ver o que as pessoas tem por dentro e julgam pelo que vêem por fora. Não entendem, não enxergam, que um deficiente não é digno de pena e sim de respeito porque ele é tão capaz quanto qualquer pessoa que não tenha deficiência. Acho uma imbecilidade pessoas discriminarem os deficientes físicos.
Paulo do Pontalzinho
paupont@bol.com.br
Val Cabral
ResponderExcluirAlém do fato de o ser humano sempre temer as diferenças, as pessoas acham que todo portador de qualquer tipo de deficiencia tem a capacidade mental reduzida, que não são capazes de viver plenamente. É um equívoco, que só é descoberto quando se começa a conviver com um deficiente.
Meu avô é paralítico e meu primo teve uma lesão cerebral ao nascer, ficando com uma deficiência grave na fala. Acho que com isso eu e meus parentes somos menos preconceituosos. Vejo como meu primo sofre com o preconceito.
Rodrigo de Freitas
Infelizmente as pessoas ainda não conseguem aceitar as diferenças dos outros, e quanto não são preconceituosos sentem pena não entendendo que os deficientes são pessoas normais
ResponderExcluirJonas
O preconceito contra o deficiente físico nem é de tão grande proporção assim hoje em dia. No passado era mais, hoje em dia as pessoas respeitam bastante e até se solidarizam em tentar adaptar o mundo para que todos possam ir e vir de um lugar para o outro, viver normalmente e feliz como todos procuram, independente se possui uma perna só ou um braço ou qualquer outro tipo de deficiencia física.
ResponderExcluirA maior discriminação de hj mesmo é contra as pessoas de outra raça. E isso é muito grave aqui no Brasil e no mundo todo.
Tome como exemplo as entrevistas de jogadores de futebol negros, que andam pelas ruas com seus carros, e segundo eles, são os que mais são parados em blitz, tudo por causa de sua cor.
Pessoal, jogue o preconceito no lixo.
Ricardo Tavares de Lima
As pessoas veem um deficiente e sentem pena dele, não sabem como agir, ou lidar. Mas a grande maioria tem capacidade além dos normais. Inteligência, e dentro de seus limites podem fazer qualquer atividade. Outro fato é que alguns fazem dela uma fuga pra se esconder de todos os problemas, e se culpam.
ResponderExcluirGutemberg de Oliveira
Val Cabral
ResponderExcluirComo essas pessoas encarariam de repente uma situação na qual elas se encontrassem nessa condição. Sim, porque de repente a vida da gente pode mudar o curso, e aí?
Otávio Lopes
Se amássemos ao próximo com a nós mesmos, todos seríamos mais felizes. Quem ama a si ama o próximo. Quando conhecemos o amor não há reijeição, só existe a capacidade de se relacionar com todos... sem descriminação. Não se sinta desprezada e sim tenha compaixão dessas pessoas.
ResponderExcluirFeranndo Góes
Nao aceite essa discriminaçao nao! faça um protesto se for preciso mas nao cale!!! o brasil esta do jeito que esta exatamente por coisas como essa, as pessoas calam e acham que tem, que aceitar mas essa dificuldade, quantas dificuldades temos? nao aceite nao, esta na hora da maioria deste povo brasileiro tomar consciencia e respeitar as pessoas, e sejam elas quem for, negros, deficientes, homosexuais etc... chega! basta!!!
ResponderExcluirLinda H.
É sempre assim: no ano passado, logo no início havia um parque no
ResponderExcluirshopping Piedade.
À cada compra no valor de R$20,00 a criança tinha o direito de
brincar um pouco nesse parque, porém, quão foi a nossa surpresa, quando
Gracimeire Oliveira, terminou de efetuar algumas compras,
levou sua filha para o dito local, entretanto ao chegar na entrada,
foi barrada por uma funcionária do parque que perguntou bem baixinho à
menina:
"sua mãe é cega?
" Sim - respondeu a menina que tinha 10 anos.
"um momento”.
Em menos de 1 minuto apareceu uma superiora dizendo que a garota não
poderia brincar porque não tinha quem olhasse para ela. Obs.: quem era
cega era a mãe. Nesse caso, como ficam os pais que deixam os filhos sob
os cuidados dos trabalhadores desses parques e vão pra a praça de
alimentação?
Vale lembrar que após o fato Gracimeire se dirigiu à delegacia
formalizou uma queixa contra o shopping e o parque, foi ao MP conforme orientação de alguns colegas, conversou com a Promotora Dra. Silvana Aumeida e até hoje
aguardamos uma resposta dos órgãos competentes. O pior: Laiane, toda vez
que chega a um shopping e nele contém um parque, ela finge não ver, e,
se caso alguem pergunte se ela quer brincar, a mesma diz que não. POR QUE SERÁ QUE DIZ NÃO? HEM???
Ângela
Está claro que esses equipamentos "são para outras crianças". É claro queisso não pode continuar, em pleno 2011!
ResponderExcluirCabe, e eu sugiro, exigir providências dessas citadas autoridades e,principalmente, protocolar queixa no conselho Municipal da Criança e
Adolescente além de uma ligação para o disque 100,.
Esse panorama não muda se não formos ativos na luta pela reparação.
Imagine a criança que frequente esses espaços com coleguinhas da mesma rua ou da mesma família? Imagine a possibilidade de trauma aí contido.
Ângela