Representantes dos dois grupos que guerreiam pelo controle do DEM agendaram um almoço para hoje, em São Paulo. Vão à mesa o senador José
Agripino Maia (RN) e os ex-senadores Marco Maciel (PE) e Jorge Bornhausen (SC). Agripino é candidato declarado à presidência do partido. Maciel é insuflado por Bornhausen para enfrentá-lo. Além de Bornhausen, empurra Maciel para a disputa o prefeito paulistano Gilberto Kassab, que não participará do repasto. Durante a refeição, os caciques ‘demos’ tentarão mastigar as diferenças e esboçar os termos de um armistício. A simples realização do almoço representa um avanço notável. Até a semana passada, os dois grupos nem se falavam. O gelo começou a ser quebrado numa visita do deputado ACM Neto a Kassab. Deu-se há quatro dias. Aliado de Agripino, Neto acaba de se tornar líder do DEM na Câmara. Prevaleceu numa disputa contra Eduardo Sciarra (PR), candidato de Bornhausen e Kassab. A vitória de ACM Neto deu a Agripino a aparência de franco favorito na briga pela presidência da legenda, que será travada em 15 de março. Escaldado, Maciel frequenta o ringue como litigante não-declarado. Sabendo-se em desvantagem, hesita em assumir a condição de candidato. Na conversa com Kassab, ACM Neto tentou demover o prefeito da ideia de desfiliar-se do DEM. Assegurou-lhe espaço na legenda. Errático, Kassab não disse que sim nem que não. O novo líder saiu do encontro como entrara: em dúvida quanto aos próximos movimentos do interlocutor. No rastro desse encontro, foram a Agripino, em Brasília, três expoentes do grupo Bornhausen-Kassab. Estiveram com o senador: o deputado Sciarra, aquele que ACM Neto derrotou; o ex-deputado Roberto Brant (MG); e Índio da Costa, ex-vice de José Serra. A conversa foi testemunhada por ACM Neto. A tróica rival deixou claro que não compartilha com Kassab o anseio de abandonar ou enfraquecer o DEM. Agripino e Neto depreenderam do diálogo que tampouco Bornhausen e Maciel levam a associação com Kassab às últimas consequências. Sob o efeito dessa reunião, Agripino animou-se a tocar o telefone para Bornhausen. Do telefonema resultou a marcação do almoço desta segunda. Sem Kassab. Julgando-se favorito, o grupo de Agripino não enxerga em Maciel disposição para pegar em lanças. E acena com o acordo de paz. ACM Neto se dispõe a compor o quadro de vice-líderes do DEM com deputados do grupo derrotado, inclusive Sciarra. Quanto a Agripino, tenta produzir um entendimento que o converta em candidato único à presidência do partido. Em privado, o senador revela a disposição de compor uma Executiva que acomode os dois grupos. Busca um arranjo que assegure a maioria ao seu grupo sem alijar personagens como Maciel.
Agripino Maia (RN) e os ex-senadores Marco Maciel (PE) e Jorge Bornhausen (SC). Agripino é candidato declarado à presidência do partido. Maciel é insuflado por Bornhausen para enfrentá-lo. Além de Bornhausen, empurra Maciel para a disputa o prefeito paulistano Gilberto Kassab, que não participará do repasto. Durante a refeição, os caciques ‘demos’ tentarão mastigar as diferenças e esboçar os termos de um armistício. A simples realização do almoço representa um avanço notável. Até a semana passada, os dois grupos nem se falavam. O gelo começou a ser quebrado numa visita do deputado ACM Neto a Kassab. Deu-se há quatro dias. Aliado de Agripino, Neto acaba de se tornar líder do DEM na Câmara. Prevaleceu numa disputa contra Eduardo Sciarra (PR), candidato de Bornhausen e Kassab. A vitória de ACM Neto deu a Agripino a aparência de franco favorito na briga pela presidência da legenda, que será travada em 15 de março. Escaldado, Maciel frequenta o ringue como litigante não-declarado. Sabendo-se em desvantagem, hesita em assumir a condição de candidato. Na conversa com Kassab, ACM Neto tentou demover o prefeito da ideia de desfiliar-se do DEM. Assegurou-lhe espaço na legenda. Errático, Kassab não disse que sim nem que não. O novo líder saiu do encontro como entrara: em dúvida quanto aos próximos movimentos do interlocutor. No rastro desse encontro, foram a Agripino, em Brasília, três expoentes do grupo Bornhausen-Kassab. Estiveram com o senador: o deputado Sciarra, aquele que ACM Neto derrotou; o ex-deputado Roberto Brant (MG); e Índio da Costa, ex-vice de José Serra. A conversa foi testemunhada por ACM Neto. A tróica rival deixou claro que não compartilha com Kassab o anseio de abandonar ou enfraquecer o DEM. Agripino e Neto depreenderam do diálogo que tampouco Bornhausen e Maciel levam a associação com Kassab às últimas consequências. Sob o efeito dessa reunião, Agripino animou-se a tocar o telefone para Bornhausen. Do telefonema resultou a marcação do almoço desta segunda. Sem Kassab. Julgando-se favorito, o grupo de Agripino não enxerga em Maciel disposição para pegar em lanças. E acena com o acordo de paz. ACM Neto se dispõe a compor o quadro de vice-líderes do DEM com deputados do grupo derrotado, inclusive Sciarra. Quanto a Agripino, tenta produzir um entendimento que o converta em candidato único à presidência do partido. Em privado, o senador revela a disposição de compor uma Executiva que acomode os dois grupos. Busca um arranjo que assegure a maioria ao seu grupo sem alijar personagens como Maciel.
VAL CABRAL
ResponderExcluirAÍ DO BRASIL SE NÃO FOSSE O DEM PARA DENUNCIAR E COMBATER AS FALCATRUAS E CORRUPTOS DO PT. NIVALDO BORGES
ACM NETO É O MELHOR DEPUTADO FEDERAL DA BAHIA. PENA QUE NÃO EXISTAM OUTROS IGUAIS A ELE.
ResponderExcluirMÁRIO FONSECA