Trief

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9 de fevereiro de 2011

BRASIL PRODUZIRÁ VERSÃO GENÉRICA DE MEDICAMENTO PARA AIDS E HEPATITES

Mais uma aposta na produção nacional de medicamentos para a aids e as hepatites acaba de se concretizar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, por meio da Resolução nº 487/2011, o registro de comercialização da versão genérica do tenofovir para o laboratório oficial Fundação Ezequiel Dias (Funed - Governo do Estado de Minas Gerais). Com a autorização, 9 milhões de comprimidos começarão a ser produzidos a partir da próxima semana. Atualmente, cerca de 64 mil pacientes de aids e 1,5 mil de hepatites fazem uso do tenofovir no país. Essa produção tornou-se uma realidade em função de parceria públic o-privada, viabilizada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. O primeiro lote nacional do tenofovir estará disponível para os pacientes no final de março. Com o início da fabricação, 10 dos 20 medicamentos antirretrovirais fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passam a ser fabricados no Brasil, o que fortalece a autonomia do país na produção de fármacos. A concessão também comprova a capacidade técnica de produção nacional e reafirma o compromisso com a sustentabilidade do tratamento para as duas doenças. "Além de disponibilizar o medicamento para as pessoas que vivem com aids e hepatites, fica garantida a oferta a longo prazo, contribuindo para diminuir a dependência externa", enfatiza o diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dirceu Greco. Em 2010, foram investidos R$ 577,6 milhões na aquisição de antirretrovirais importados e R$ 224,9 milhões na fabricação dos nacionais. Mesmo incluindo o investimento com incorporação da tecnologia, o preço inicial do tenofovir nacional será o mesmo pago pelo SUS na última aquisição internacional: R$ 4,02. Até o final de 2011, a Funed entregará ao Ministério da Saúde, em quatro etapas, 36 milhões de comprimidos. A produção do tenofovir no Brasil é uma conquista do governo e da sociedade civil. O Instituto de Tecnologia de Fármacos (Farmanguinhos) e a Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (ABIA) entraram com um processo no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) argumentando que não havia atividade inventiva no medicamento. Em 2008, o Ministério da Saúde declarou interesse público do tenofovir, para fins de anál ise do pedido (Portaria nº 681/2008). Em junho do mesmo ano, o pedido de patente foi indeferido. A partir daí, o Brasil começou a investir na produção nacional do medicamento e o produto foi aprovado em todas as etapas de qualidade determinadas pela Anvisa.

3 comentários:

  1. Nem a abstinência e 100% garantido (se algum doador de sangue estiver infectado e você tiver a "sorte" de receber o sague). Os coqueteis de remédios não curam a doença, apenas retardam o efeito.
    Marcos Ribeiro

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  2. Val Cabral, o Lula vai dizer que foi ele quem descobriu a vacina. Vai ganhar o Nobel de Medicina também. Ele jura que recebeu o Nobel da Paz. Josleito Góes

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  3. O desafio nao mudou, localizar o punhado de nucleotideos entre os três bilhões presentes no genoma humano por individuo que sofre com esta infeccao. Ainda aguardo por uma resposta de tratamento menos complexa. Sera que conseguiremos?
    reinaldo Lopes

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