Trief

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18 de setembro de 2010

OS JOVENS ENTRE A SALA DE ESTAR, SALA DE AULA E A CADEIA

Sou do tempo em que não se falava muito sobre traumas em crianças decorrentes de algumas palmadas e puxões de orelhas. Levei muitas da minha mãe, mas pela dimensão do amor e talvez pelo cuidado, não tenho lembranças de nenhumas delas, da única que levei do meu pai, lembro dos detalhes, batia com raiva. Quando virei pai não consegui bater nos três filhos, pois corria o risco de copiar o meu, terceirizei com minha primeira esposa (com Mônica, sou pai de Vadinho e Faninho) e posteriormente com a minha segunda esposa (Com Gal com pai de Pedrinho), muito mais equilibradas para a missão. Não alcancei o tempo das punições escolares com o uso de palmatórias, mas experimentei momentos que forjaram a minha disciplina. Cantar o hino nacional, chegar à sala de aula antes do professor, levantar-se com a chegada dele, pedir e justificar uma saída necessária no meio de uma aula, fazer o dever de casa, estudar a aula dada, preparar-se para as sabatinas de tabuada e conjugação de verbos, foram atividades que formaram o sentimento do cumprimento do dever. O uso de farda não era obrigatório, mas, entrar na escola de bermuda e sandália nem pensar, se não estudasse seria reprovado e não passava de ano devendo matérias a serem pagas em escolas consideradas verdadeiras UTI’s da educação. Aos seis ou sete anos os alunos da primeira série primária sabiam ler e escrever e realizar as quatro operações matemáticas, sem registros de traumas e pagamento a professor particular. Mas vivíamos no período da ditadura militar e toda essa formatação de disciplina fora confundida com os excessos autoritários daquele período. A ambientação mudou, os pais de numerosas famílias não conseguem mais educar os filhos, separam-se com muita facilidade, e o tempo no trabalho limita o acompanhamento na vida escolar. A educação ficou por conta da escola que já não é mais nenhuma referência. Lá aluno não respeita professor, estuda se quiser, não pode ser reprovado, qualquer atitude que sugira punição é interpretada como arbitrariedade, e assim o jovem vai crescendo acreditando que tudo pode e nada lhe acontece. Em casa, se levar uma palmada, pode acusar os pais de tortura. Se enveredar para o crime só conhecerá punição efetiva depois dos 18 anos, com o caráter já formado, com possibilidades remotas de ajustes na personalidade. A cada notícia policial vou conhecendo muitos desses jovens e constatando suas limitações, quase todos dependentes químicos e que mal conseguem desenhar seus próprios nomes. Os contatos vão sendo cada vez mais freqüentes e a polícia passa a ser a única referência de punição para eles. É o fim.

8 comentários:

  1. Os estudantes d hje em dia, não estão interessados em progredir e se tornarem pessoas úteis num futuro próximo... eles só querem saber de promiscuidade, drogas, violência e não se envolvem nas coisas que engrandeçam o espírito e elevam as possibilidade de sucesso na vida, na profissão... não é este o futuro do Brasil!!!!
    Rubens Costa

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  2. Perfeita esta sua contextualização dos fatos. Na minha época de estudante e de adolescente, as coisas eram completamente diferentes do que acontece atualmente. Os alunos não respeitam mais os professores; os filhos não atendem mais os pais; os netos espancam os avós; os menores debocham dos adultos... as consequência disso tudo, é uma geração conturbada, desorientada, desagregada, degenerada, violenta, perdida, podre, doente... e salve-se quem puder!!!!
    Humberto Nogueira
    Professor

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  3. AS PESSOAS ESTÃO MUDANDO PARA PIOR. E NESTE RITMO SERÁ INEVITÁVEL O COMPROMETIMENTO DAS NOSSAS FUTURAS GERAÇÕES, COM COMPORTAMENTO QUE NOS ENVERGONHAM. SÓ DEUS PARA DAR UM JEITO NESSA SITUAÇÃO. E NELE EU CONFIO.
    KLEBER GÓES

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  4. Tá todo mundo louco... os lúcidos são os únicos que sofrem com isso; por isso essa dor em meu peito. Fico muito triste quando vejo tantas adolescentes grávidas e envolvidas com drogas.
    Todos os dias a imprensa informa sobre jovens que são assassinatos... e a origem disso tudo está na falta de disciplina familiar e orientação religiosa. Mas ainda acredito que haja solução para estes problemas e que não vai demorar muito, para nossos jovens serem amanhã, o que somos ontem: jovens sádios e bem educados.
    Josefina Santana de Oliveira

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  5. Olá Val Cabral
    Parabéns por este seu blog.
    Sobre esta postagem, quero salientar, que, infelizmente, os estudantes de hoje em dia, se alegram mais quando sabem que não haverá aula... aí eles correm para o computador, apenas para acessarem sites pornográficos... ou irem a uma boca de fuimo. Assim caminha a humanidade... para o precipício, ou para o hospício!!!
    Luciano Borges

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  6. Olá Val Cabral
    Parabéns por este seu blog.
    Sobre esta postagem, quero salientar, que, infelizmente, os estudantes de hoje em dia, se alegram mais quando sabem que não haverá aula... aí eles correm para o computador, apenas para acessarem sites pornográficos... ou irem a uma boca de fuimo. Assim caminha a humanidade... para o precipício, ou para o hospício!!!
    Luciano Borges

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  7. PAIS BONS, GERAM, FILHOS BONS; PROFESSORES BONS, RESULTAM EM ALUINOS BONS... O RESTO É APENAS LERO-LERO!!!
    WILSON LOPES

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  8. "As únicas pessoas que me interessam são as loucas, aquelas que são loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas. As que desejam tudo ao mesmo tempo; as que nunca bocejam e dizem algo desinteressante, mas que queimam e brilham, brilham, brilham como luminosos fogos de artifício cruzando o céu".
    (On The Road, Jack Kerouac)
    Guilherme Santos

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