Certo dia li um artigo de Roberto Sabato Moreira, sociólogo e professor aposentado do Departamento de Sociologia da UnB. Lá el
e compara a mamãe que estaciona em fila dupla para pegar o filhinho na porta da escola e o indivíduo que se vale de um cargo para mandar voltar um avião que ele perdeu. Compara as duas situações para o bem ou para o mal, como o jeitinho brasileiro, uma das marcas distintivas de nossa identidade, associada à idéia de malandragem. A malandragem, assim como a preguiça, a cordialidade e o jeitinho foram ou têm sido alguns dos atributos aplicados para qualificar o modo de ser do brasileiro. Em se tratando de eleições, principalmente as de 2010, os “jeitinhos” e as “malandragens” não ficam de fora, e até mesmo as ações de campanha que respeitam o que determina a lei eleitoral são achincalhadas, não só pelos partidos que infringem e desrespeitam as legislações como também por uma parte da imprensa que colabora com um sistema de benefícios para poucos, enquanto a maioria da população sofre com leis rígidas. A capacidade de livrar de situações difíceis é um modo de driblar uma estrutura onde ainda predominam o favor, o apadrinhamento e a relação pessoal sobre as normas universais de conduta. Isso é valorizado, ganhando expressões emblemáticas no futebol e na política. O Brasil não precisa de um pai ou uma mãe, precisamos discutir o futuro de um estado maduro, sem infantilização, afinal já temos mais de 500 anos de história. Há muito tempo a malandragem serviu de discurso cifrado para driblar a censura e a repressão no Brasil. Passado o estado autoritário, vem outro momento de sua negação, em que os apelos à ética e à cidadania se fazem mais fortes e o comportamento cotidiano do indivíduo é igualmente criticado. Hoje, o brasileiro não parece mais inclinado a valorizar a malandragem, que remeteria à corrupção das elites e às fraudes na esfera pública ou à violência do narcotráfico. É nisso, que nós do Partido Verde acreditamos. Chico Buarque na Ópera do Malandro já falava do malandro oficial, com gravata e capital, que substitui o malandro que aposentou a navalha. Enfim, o orgulho ou a vergonha quanto à esperteza no escapar de situações constrangedoras, o jeitinho que supre ou agrava a falta de exercício de uma cidadania plena, no fundo expressa mais um dilema brasileiro. Precisamos de maturidade para construir um Brasil e uma Bahia realmente justa, segura, com melhoria permanente da educação e da saúde das pessoas. O jeitinho pode até ser simpático, gerando a fama de amáveis, gentis e criativos. Pode até ser estratégia de sobrevivência de uma população desassistida em suas necessidades básicas. Mas sempre será uma quebra da ordem, da lei, da ética e sempre uma apropriação do público em benefício do privado. A lei é a forma que a sociedade instituiu para construir igualdade civilizatória, direitos e deveres iguais. Desrespeitá-la em nome do “salve-se-quem-puder”, é destruir valores morais, é rasgar a Constituição Nacional. Acredito nesta Bahia que além de muito rica, representa o marco histórico da construção da brasilidade. Acredito nos baianos e baianas comprometidos com uma visão de mundo onde, respeitar as leis e a ética nas relações humanas moldem o novo jeito maduro de ser, sem a malandragem do jeitinho. Luiz Bassuma – candidato a governador da Bahia – Partido Verde).
e compara a mamãe que estaciona em fila dupla para pegar o filhinho na porta da escola e o indivíduo que se vale de um cargo para mandar voltar um avião que ele perdeu. Compara as duas situações para o bem ou para o mal, como o jeitinho brasileiro, uma das marcas distintivas de nossa identidade, associada à idéia de malandragem. A malandragem, assim como a preguiça, a cordialidade e o jeitinho foram ou têm sido alguns dos atributos aplicados para qualificar o modo de ser do brasileiro. Em se tratando de eleições, principalmente as de 2010, os “jeitinhos” e as “malandragens” não ficam de fora, e até mesmo as ações de campanha que respeitam o que determina a lei eleitoral são achincalhadas, não só pelos partidos que infringem e desrespeitam as legislações como também por uma parte da imprensa que colabora com um sistema de benefícios para poucos, enquanto a maioria da população sofre com leis rígidas. A capacidade de livrar de situações difíceis é um modo de driblar uma estrutura onde ainda predominam o favor, o apadrinhamento e a relação pessoal sobre as normas universais de conduta. Isso é valorizado, ganhando expressões emblemáticas no futebol e na política. O Brasil não precisa de um pai ou uma mãe, precisamos discutir o futuro de um estado maduro, sem infantilização, afinal já temos mais de 500 anos de história. Há muito tempo a malandragem serviu de discurso cifrado para driblar a censura e a repressão no Brasil. Passado o estado autoritário, vem outro momento de sua negação, em que os apelos à ética e à cidadania se fazem mais fortes e o comportamento cotidiano do indivíduo é igualmente criticado. Hoje, o brasileiro não parece mais inclinado a valorizar a malandragem, que remeteria à corrupção das elites e às fraudes na esfera pública ou à violência do narcotráfico. É nisso, que nós do Partido Verde acreditamos. Chico Buarque na Ópera do Malandro já falava do malandro oficial, com gravata e capital, que substitui o malandro que aposentou a navalha. Enfim, o orgulho ou a vergonha quanto à esperteza no escapar de situações constrangedoras, o jeitinho que supre ou agrava a falta de exercício de uma cidadania plena, no fundo expressa mais um dilema brasileiro. Precisamos de maturidade para construir um Brasil e uma Bahia realmente justa, segura, com melhoria permanente da educação e da saúde das pessoas. O jeitinho pode até ser simpático, gerando a fama de amáveis, gentis e criativos. Pode até ser estratégia de sobrevivência de uma população desassistida em suas necessidades básicas. Mas sempre será uma quebra da ordem, da lei, da ética e sempre uma apropriação do público em benefício do privado. A lei é a forma que a sociedade instituiu para construir igualdade civilizatória, direitos e deveres iguais. Desrespeitá-la em nome do “salve-se-quem-puder”, é destruir valores morais, é rasgar a Constituição Nacional. Acredito nesta Bahia que além de muito rica, representa o marco histórico da construção da brasilidade. Acredito nos baianos e baianas comprometidos com uma visão de mundo onde, respeitar as leis e a ética nas relações humanas moldem o novo jeito maduro de ser, sem a malandragem do jeitinho. Luiz Bassuma – candidato a governador da Bahia – Partido Verde).
Val Cabral
ResponderExcluirA gente nunca deve confiar nesta enganação que é o "jeitinho brasileiro", pois ele não passa de uma forma malandra de fazer valer a "lei de Gerson" para prejudicar alguém, ou se beneficiar de algo que não é certo!
Marcos Nogueiro
É isso aí Bassuma, são conceitos assim que revelam o caráter do indivíduo.
ResponderExcluirVotar em pessoas com índole boa, é a alternativa correta de quem não quer necessitar de um "jeitinho" para se dar jeito no que não anda dando certo.
Voto em vc por acreditar nisso e por acreditar em vc.
Jaime Dantas
Val Cabral
ResponderExcluirConfesso que não acredito em nenhum milimetro se quer, na mínima possibilidade do Bassuma ganhar esta eleição... entretanto, não voto em quem vai ganhar e sim em quem ganha a minha confiança de que meu voto se destinará a quem melhor representa minhas idéias: este alguém é vc.
Valmir Silveira
BASSUMA PARA GOVERNADOR É GARANTIA DE QUE NÃO VAMOS PRECISAR DE JEITINHO BRASILEIRO PARA RESOLVER OS PROBLEMAS BAIANOS.
ResponderExcluirKLEBER GÓES