Inegavelmente existem casos policiais difíceis de resolver. Alguns são exemplos históricos de insolubilidade, atravessando séculos como um sangrento
sinal de interrogação. Como as ocorrências atribuídas a Jack, o estripador, que lançam uma bruma de incompetência (injusta) sobre a conceituada Scotland Yard. No caso da tradicional polícia britânica a não-resolução do problema é uma exceção, pois a eficiência (além da discrição) é uma marca daquela instituição. No caso de polícias onde a eficiência é algo historicamente polêmico, um crime insolúvel, ao ser “apenas mais um”, tem um significado ainda mais danoso para toda a sociedade, pois contribui para a banalização da criminalidade e da impunidade. Somente para citar uma situação assim, relembro o assassinato da professora Railuciene de Castro Nery Guimarães, 37 anos, morta com um tiro na boca, em Itabuna, no dia 25 de janeiro de 2009. Rayluciene era diretora de uma escola em Inema, distrito de Ilhéus. A professora foi assassinada quando estava grávida de quatro meses, dentro da sua residência, na rua Santa Cruz, próximo ao Hospital Manoel Novaes, com um tiro no rosto. A Polícia Civil de Itabuna continua sem pistas dos assassinos da professora. Este é um desses episódios que marcam negativamente toda a sociedade, extrapolando a tragédia pessoal e, por que não dizer, policial. Trágica é toda a realidade do caso Rayluciene, extrapolando o drama da família da jovem trucidada e alcançando a autoridade policial investigativa baiana, que, enquanto instituição, está com seu prestígio inegavelmente arranhado. Sequer está esclarecida a motivação para crime tão cruel. Na escuridão dessa questão inicial prosperou uma verdadeira indústria de boatos, espalhando suspeitas infundadas sobre supostas causas e supostos personagens. Sem nada comprovado que possa ajudar no esclarecimento de tamanha violência, o cenário passa a expor apenas vítimas. Lamentavelmente!
sinal de interrogação. Como as ocorrências atribuídas a Jack, o estripador, que lançam uma bruma de incompetência (injusta) sobre a conceituada Scotland Yard. No caso da tradicional polícia britânica a não-resolução do problema é uma exceção, pois a eficiência (além da discrição) é uma marca daquela instituição. No caso de polícias onde a eficiência é algo historicamente polêmico, um crime insolúvel, ao ser “apenas mais um”, tem um significado ainda mais danoso para toda a sociedade, pois contribui para a banalização da criminalidade e da impunidade. Somente para citar uma situação assim, relembro o assassinato da professora Railuciene de Castro Nery Guimarães, 37 anos, morta com um tiro na boca, em Itabuna, no dia 25 de janeiro de 2009. Rayluciene era diretora de uma escola em Inema, distrito de Ilhéus. A professora foi assassinada quando estava grávida de quatro meses, dentro da sua residência, na rua Santa Cruz, próximo ao Hospital Manoel Novaes, com um tiro no rosto. A Polícia Civil de Itabuna continua sem pistas dos assassinos da professora. Este é um desses episódios que marcam negativamente toda a sociedade, extrapolando a tragédia pessoal e, por que não dizer, policial. Trágica é toda a realidade do caso Rayluciene, extrapolando o drama da família da jovem trucidada e alcançando a autoridade policial investigativa baiana, que, enquanto instituição, está com seu prestígio inegavelmente arranhado. Sequer está esclarecida a motivação para crime tão cruel. Na escuridão dessa questão inicial prosperou uma verdadeira indústria de boatos, espalhando suspeitas infundadas sobre supostas causas e supostos personagens. Sem nada comprovado que possa ajudar no esclarecimento de tamanha violência, o cenário passa a expor apenas vítimas. Lamentavelmente!
Val Cabral é um absurdo estecrime ainda não ter sido desvendado e seu autor incriminado, processado e preso... é bem tipico do pais onde vivemos. Parabéns pelo artigo.
ResponderExcluirDaniel Machado
Prezado amigo Val Cabral
ResponderExcluirMe da nojo de ser brasileiro, de ver que basta a pessoa ter dinheiro, nascer de papai rico e ter bons advogados que ele está acima da lei neste país! Políticos e os grandões de brasilía dormem em berço explendido e não estão nem aí com o povo, pois se eles fizerem leis mais rigorosas,eles serão os primeiros a serem presos por tanta coisa ruim que praticam e que são omissos!
Paulo do Pontalzinho
paupont@bol.com.br
Val Cabral, é preciso mostrar que esse mito da impunidade só é verdade entre os mais ricos, quem não tem dinheiro para pagar bons advogados ou para pagar propina tem como destino certo a prisão. José Carlos Silva Filho
ResponderExcluirEsse texto me fez refletir sobre como um Estado que não cumpre seu papel tem o direito de punir um indivíduo. Talvez sujeitar 80 pessoas a ocuparem um espaço mínimo projetado para receber 20 pessoas de forma ainda bem desconfortável seja um crime ainda maior que os cometidos por muitos desses indivíduos que estão presos nessas condições cruéis. Afinal, um dos princípios mais importantes do direito, o respeito à dignidade da pessoa humana, é violado a todo o momento nessas cadeias super lotadas.
ResponderExcluirDjalma Barros de Oliveira
É lamentável que este crime continue impune.
ResponderExcluirTodo mundo sabe quem matou a professora Railuene... somente a polícia não sabe disso!!!
Até quando perdurará esta injustiça?
A sociedade necessita se rebelar contra isso.
Kleber Santana
DILMA é mãe do PAC (Programa de Aceleração da Corrupção), LULA diz que ela é a mãe dos brasileiros, só que eu não sou Filho da Puta. Mas quando o filho é feio ela a DILMA despreza e não quer ser nem madrasta como no caso do DIRCEO colega de armas (palavras dele) e agora da braço direito ERENICE cujo filho foi pego pedindo propina de 5% sobre um financiamento de R$ 9 bilhões junto ao BNDES e ainda pedindo o valor de R$ 5 milhões para ajudar na campanha da presidencial de Dilma Rousseff
ResponderExcluirCHEGAAAAAAAA
Aguia
Fico feliz q pessoas igual a vc não deixe ficar esqucido esse crime bárbaro, eu sinceramente só acredito agora na justiça de Deus, essa eu sei q não vai falhar, quem fez isso com minha irmãvai ter q prestar conta no juízo final, pq suas mão estarão sujas com o sangue dela e não poderá ocultar isso.
ResponderExcluirRay.
ITABUNA NÃO PODE FICAR SEM PESSOAS COMO VC VAL CABRAL. TEM MUITA COISA QUE ACONTECE AQUI, QUE SÓ VEM Á TONA PORQUE EXISTEM RADIALISTAS E JORNALISTAS COMO VC, QUE NÃO SE CALAM E NÃO DEIXAM A SUJEIRA SER EMPURRADA PARA DEBAIXO DO TAPETE. FLÁVIO GOMES
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