O uso de recursos públicos para custear lazer pessoal ou familiar, ou para outros fins que não os d
a estrita determinação legal, configura uma distorção do próprio sentido do Estado democrático. Os beneficiários desse abuso cometem um crime contra o contribuinte e promovem um desgaste das funções públicas, que não poderiam servir de oportunidade para esse tipo de corrupção. A questão volta à cena como sequela do escândalo conhecido como “a farra das passagens”, descoberto em abril deste ano, que envolveu dezenas de parlamentares. Pois, agora, na análise detalhada de mais de 70 mil notas fiscais apresentadas pelos congressistas para obter reembolso da verba indenizatória, constatou-se que alguns deles apresentaram recibos de resorts, hotéis-fazenda, pousadas à beira-mar e restaurantes sofisticados. A verba indenizatória, que deveria ser usada para custear gastos feitos exclusivamente em atividades legislativas, servia também para financiar lazer de alto luxo, em locais e dias que em nada apontavam para o trabalho de um parlamentar. O escândalo da farra das passagens, que se constituía no uso, por namoradas ou por familiares, dos bilhetes aéreos destinados aos deputados, tinha outros desdobramentos, como se deduz do conjunto de denúncias que o jornal Folha de S. Paulo fez domingo com base em documentos que até agora se mantinham sigilosos, fechados numa dependência da Câmara dos Deputados, referentes unicamente aos meses de setembro e outubro de 2008. É inconcebível que representantes do povo se utilizem das facilidades de suas funções para lesar os cofres públicos com despesas que, por serem pessoais ou familiares, por envolverem lazer e não trabalho, são de caráter privado. Mais uma vez, o país está diante de uma confusão entre o que é público e o que é privado, entre o que deve ser incluído como despesa do mandato legislativo e o que é mordomia pessoal. Mais uma vez, evidencia-se um abuso perpetrado em prejuízo da sociedade. Mais uma vez, por obra de inescrupulosos, se vê maculada a imagem dos parlamentares e dos políticos e, por extensão, das instituições que integram.
a estrita determinação legal, configura uma distorção do próprio sentido do Estado democrático. Os beneficiários desse abuso cometem um crime contra o contribuinte e promovem um desgaste das funções públicas, que não poderiam servir de oportunidade para esse tipo de corrupção. A questão volta à cena como sequela do escândalo conhecido como “a farra das passagens”, descoberto em abril deste ano, que envolveu dezenas de parlamentares. Pois, agora, na análise detalhada de mais de 70 mil notas fiscais apresentadas pelos congressistas para obter reembolso da verba indenizatória, constatou-se que alguns deles apresentaram recibos de resorts, hotéis-fazenda, pousadas à beira-mar e restaurantes sofisticados. A verba indenizatória, que deveria ser usada para custear gastos feitos exclusivamente em atividades legislativas, servia também para financiar lazer de alto luxo, em locais e dias que em nada apontavam para o trabalho de um parlamentar. O escândalo da farra das passagens, que se constituía no uso, por namoradas ou por familiares, dos bilhetes aéreos destinados aos deputados, tinha outros desdobramentos, como se deduz do conjunto de denúncias que o jornal Folha de S. Paulo fez domingo com base em documentos que até agora se mantinham sigilosos, fechados numa dependência da Câmara dos Deputados, referentes unicamente aos meses de setembro e outubro de 2008. É inconcebível que representantes do povo se utilizem das facilidades de suas funções para lesar os cofres públicos com despesas que, por serem pessoais ou familiares, por envolverem lazer e não trabalho, são de caráter privado. Mais uma vez, o país está diante de uma confusão entre o que é público e o que é privado, entre o que deve ser incluído como despesa do mandato legislativo e o que é mordomia pessoal. Mais uma vez, evidencia-se um abuso perpetrado em prejuízo da sociedade. Mais uma vez, por obra de inescrupulosos, se vê maculada a imagem dos parlamentares e dos políticos e, por extensão, das instituições que integram.
A Cãmara dos Deputados é sinônimo de cem assesores, cem puxa-saco, cem passagens de avião, cem gastos c/ hospedagens, cem levadas de esposa, filhos e a curriola dos amigos p/ Brasília, às custas do dinheiro do povo que trabalha de verdade. Voce não acha que fechar o Congresso é a solução para estes "homens honestos" "que nos representam"(hic). Quero sua opinião (a sua também Val Cabral).
ResponderExcluirMário César Almeida
Todos os políticos são farinha do mesmo saco. Não servem para nada e não precisamos deles. Fora com esses picaretas!! Ricardo Macedo
ResponderExcluirMAIS UMA CUSPADA NA CARA DO POVO BRASILEIRO... QUE TEIMA EM VOTAR NESSA RAÇA PODRE...
ResponderExcluirDeputados assim deveriam todos morrer na bala!
ResponderExcluirNovidade.. No Executivo, no Legislativo, no Judiciario tem abuso e gasto desnecessario de dinheiro publico em todos os poderes. Enquanto nao houver uma reforma profunda ou uma politica dura para esses casos nada vai mudar.
ResponderExcluirGilberto Sales
Bairro Conceição
Aqui estão envolvidos vários políticos que viajaram para a França com os familiares, seria justo se tais políticos devolvessem aos cofres públicos as quantias que gastaram. Mais um absurdo no país dos absurdos, francamente.
ResponderExcluirRosângela Scalet
Prezado Val Cabral
ResponderExcluirMe lembrei de uma música do Biquine Cavadão (Zé Ninguém), que infelizmente possui frases muito verdadeiras e se o povo não acordar vai continuar assim por mais tempo. Acorda Brasil!!
Quem foi que disse que Deus é brasileiro,
Que existe ordem e progresso,
Enquanto a zona corre solta no congresso?
Quem foi que disse que a justiça tarda mas não falha?
Quem foi que disse que dinheiro não traz felicidade?
Se tudo aqui acaba em samba,
no país da corda bamba, querem me derrubar!!
Eu não sou ministro, eu não sou magnata
Eu sou do povo, eu sou um Zé Ninguém
Aqui embaixo, as leis são diferentes...
Paulo do Pontalzinho
paupont@bol.com.br
Os parlamentares envolvidos no escândalo da máfia das ambulâncias que tiveram sua cassação pedida pela CPI dos Sanguessugas deverão sair ilesos do escândalo. Assim como no Senado, que inocentou os três senadores supostamente integrantes do esquema e mantém um presidente corrupto no Poder, o Conselho de Ética da Câmara também deverá promover uma "pizza" sem que a maioria dos 67 deputados que são alvo de processo por falta de decoro parlamentar sejam sequer julgados.
ResponderExcluirEnquanto não houver ética, moral e justiça nesse País tudo continuará acabando em Pizza..., mordomias com passagens é fichinha pra essa gente... Beijo, amigo Val Cabral, Cláudia Cristal
É duro a gente saber que infelizmente nada pode ser feito.
ResponderExcluirQuando criaram o direito de passagens aéreas, ninguém se lembrou de estabelecer critérios, por isso fica difícil punir.
A mesma coisa aconteceu com as chamadas verbas indenizatórias, que são gastos reembolsáveis mediante apresentação de recibos ou Notas Fiscais.
Ninguém disse que não podia ter comprovantes de suas próprias empresas. Por isso o deputado do castelo não pode ser punido.
Acho que quando estabeleceram as mordomias, pensaram que estariam lidando com pessoas honestas e não com ladrões de dinheiro público.
Ficou claro, que tudo o que foi divulgado pela Mídia é apenas a ponta do Icebergue, se fizessem uma investigação para valer, pouquíssimos políticos escapariam, por isso governistas e oposição acabaram entrando em acordo para abafar o caso.
O máximo que pode acontecer e acabarem punindo os funcionários que acabam servindo de boi de piranha.
Um abraço!!!
Ronaldo Tavares
A comissão da Câmara investigou a venda de passagens aéreas em pelo menos 30 gabinetes da Casa, mas na maioria constatou a participação apenas de funcionários, por isso não levou muitos casos adiante. Os servidores suspeitos de envolvimento vão responder a processos administrativos. Nilton Lemos de Almeida
ResponderExcluirSe tivéssemos representantes dignos, as promessas de honestidade e trabalho pelo povo, que eles fizeram em campanha estariam sendo executadas. E se houvesse aqui imprensa de verdade, estariam cobrando deles a execução dessas promessas. E se tivéssemos um povo mais decente e menos burro e subserviente, o país seria melhor e haveria menos corrupção.
ResponderExcluirJorge Saldanha de Lemos Filho