Trief

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15 de janeiro de 2009

Gaza Arde em Ódio - Pode alguém que acompanha os ataques aéreos israelenses sobre Gaza - os edifícios reduzidos a entulhos, as crianças mortas a caminho da escola, as longas fileiras de cadáveres mutilados, as mães e esposas gritando, as multidões de palestinos apavorados sem saber para onde fugir, os hospitais tão sobrecarregados e desprovidos de suprimentos que não conseguem tratar dos feridos, e nossa indiferença estudada, endurecida, para com esse alastramento do sofrimento humano - se espantar com o fato de sermos odiados? Nossa celebração autocondescendente de nós mesmos e de nossa suporta virtude é tão falsa quanto a de Israel. Nós tornamos monstros, brutamontes militarizados, selvagens e sem coração. Somos testemunhas da matança de pessoas, de um crime de guerra flagrante, e não fazemos nada. Esquecemos que os inocentes que sofrem e morrem em Gaza são um reflexo de nós mesmos, de como poderíamos ter sido caso o destino e o tempo e a geografia tornassem diferentes as circunstâncias de nosso nascimento. Esquecemos que somos todos criaturas absurdas e vulneráveis. Temos todos a capacidade de temer. odiar e de amar.

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