Na Semana do Meio Ambiente, as atividades do Partido Verde baiano se inic
iam com a visita dos pré-candidatos ao senado e ao governo estadual, deputados Edson Duarte e Bassuma, ao bispo Dom Luiz Flávio Cappio, em Barra. Além de visitar um velho amigo, também engajado nas lutas pelo meio-ambiente, eles irão entregar os principais pontos de seus projetos políticos e discutir sobre a revitalização do Rio São Francisco, que anda com passos lentos, enquanto a transposição caminha a passos largos.
Entra em vigor hoje (1º) a Lei 7.863 que estabelece a obrigatoriedade da implantação de mecanismos para c
aptação e armazenamento de águas pluviais nas coberturas das edificações de Salvador . Além da determinação, a lei destaca que as águas armazenadas nessas condições devem ser utilizadas em atividades que não exijam o uso da água tratada a exemplo de lavagem de roupas, vidros, pisos, veículos e irrigação de jardins e hortas e abastecimento de descargas de vasos sanitários. O parágrafo único do dispositivo legal, explica também que a água deve ser armazenada em cisternas ou tanques servidas e que, somente após ser reutilizada, deve ser descarregada na rede pública de esgoto. (Cristiane Felix).
Quem vive em cidades grandes não desconhece a existência de verdadeiros exércitos de zumbis que perambulam pelas calçadas escuras movidos
unicamente pela pedra maldita do crack. Nem parecem mais seres humanos: são farrapos de gente, pessoas que renunciaram à saúde, à vaidade e à dignidade para se deixar embalar pelo feitiço ilusório da fumaça tóxica que atinge o cérebro em segundos, aumenta o ritmo cardíaco, dilata as pupilas, eleva a temperatura e projeta o usuário para um estado de agressividade, de paranóia e torpor. O crack também causa problemas cardíacos, parada respiratória, derrames, infartos, náuseas, dores abdominais e perda de apetite. A saída deste labirinto de horrores é muito difícil de ser encontrada. O índice de recuperação das clínicas especializadas é baixíssimo e o de mortes, pelos estragos no organismo ou pela violência comum entre usuários e traficantes, é muito elevado. A sociedade, infelizmente, não está preparada para lidar com esta maldição moderna. As famílias tendem a ocultar o problema quando um de seus membros mergulha no poço sem fundo e só procuram ajuda quando as relações domésticas estão irremediavelmente deterioradas. Pior: o poder público e o sistema de saúde não dispõem de alternativas para o atendimento desta população de dependentes químicos. O dramaa familiar é bem conhecida, porque se repete centenas de vezes em muitos lares. Jovens que experimentam a droga tornam-se dependentes quase que instantaneamente, sentem necessidade de usá-la 20 ou até 30 vezes por dia e são capazes de qualquer coisa para obtê-la. O caminho é quase sempre o mesmo. Os viciados começam roubando da própria família e depois partem para delitos cada vez mais graves e violentos. A rede de saúde pública, não só em Itabuna e em todas as cidades baianas, como também no país inteiro, está despreparada para atender ao aumento avassalador dos dependentes de crack. Por isso, a situação exige urgência na formulação e na prática de políticas públicas eficientes para enfrentar o tráfico, liquidar no nascedouro a produção e distribuição desta droga, e proteger a população do seu avanço, que se dá em velocidade aterrorizante entre os jovens de todas as classes socioeconômicas. As causas da disseminação desta e de outras drogas são bem conhecidas: ambiente social favorável, decorrente de famílias desestruturadas e especialmente da ausência da figura paterna; crise social de valores e referências morais; baixo nível de informação e educação; baixo preço da droga; fragilidade do sistema repressivo e as já citadas carências do sistema público de saúde. As consequências são terríveis: dor, prostituição, roubos, assassinatos, famílias destruídas, seres humanos degradados, transformados em personagens de filme de terror. A solução depende de todos nós, da nossa capacidade de enfrentar o problema, do nosso poder de organização, da nossa vontade de lutar pelas pessoas que amamos, da nossa capacidade de dizer "não" a essa droga maldita com toda a força da nossa alma. Não facilitar. Não tolerar. Não experimentar. Não vacilar. Não aceitar. Não esmorecer. Não desistir. Não temer. Não se omitir. Crack, nem pensar.
O prefeito de Eunápolis, José Robério Batista de Oliveira, foi expulso do PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro),
devido a denúncias de irregularidades. Ele responde a 13 processos por improbidade administrativa nos ministérios públicos Estadual (MP-BA) e Federal (MPF), e teve suas contas dos anos de 2006 e 2008 rejeitadas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). O presidente estadual do PRTB, José Raimundo Oliveira, comemora a decisão da sigla. “Já vai tarde (...) É um gestor que nunca somou em nada com o partido, ao contrário, só contribuiu para denegrir a imagem do PRTB com as várias denúncias de improbidade que o Ministério Público Estadual tem contra ele. Nunca foi a encontros estaduais e nacionais da legenda. Não queremos um partidário desse tipo”, disse José Raimundo. O dirigente destaca ainda que Robério não respeitava as determinações da legenda: “Em 2006, por exemplo, fechamos com Jaques Wagner e ele foi pedir voto para Paulo Souto. Agora, que estamos com o PMDB, ele apóia Wagner”. Informações do A Tarde.
Itabuna, Ilhéus e Itororó notificaram nove casos de Aids neste ano, sendo seis no primeiro município, dois no segundo e um no terceiro. Na Bahia já são mais de 3
00 novos casos notificados nos primeiros cinco meses. Salvador é o município com maior número de contaminados. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, a capital tem 184. Camaçari ocupa a segunda colocação com 14, seguida de Juazeiro e Remanso, com 11 notificações cada um. No extremo sul da Bahia, Teixeira de Freitas é a campeã de novos casos de Aids. Até terça, registrou 10 notificações. Em seguida vem Eunápolis, com 9 casos. Em todo o estado, há registros de novos casos de Aids em 27 municípios. Neste ano, foram registradas 26 mortes em oito municípios, sendo 13 em Salvador. Os demais ocorreram em Ilhéus, Teixeira de Freitas, Guanambi, Juazeiro, Remanso, Santo Antônio de Jesus e Simões Filho. Mais informações sobre os novos casos da Aids na edição do jornal A Região do final de semana.
A direção nacional no DEM se reuniu ontem (3) e definiu que a convenção do partido que lançará o ex
-governador Paulo Souto como candidato ao Governo do Estado acontecerá no dia 12, mesma data em que será realizada a convenção nacional do PSDB, no Clube Espanhol. Na ocasião, lideranças tucanas de todo o país estarão em Salvador para confirmar o nome de José Serra como candidato à Presidência da República. De acordo com a assessoria do DEM, a convenção de Souto será às 9 horas, na sede do partido, mas não passará de uma mera formalidade. A festa de lançamento mesmo será conjunta com a do PSDB. A decisão por não realizar outro evento se deveu à dificuldade de, em um curto espaço de tempo, mobilizar os militantes do interior do estado para vir a dois eventos distintos, ainda mais em época de Copa do Mundo. Os defensores da realização de uma convenção independente argumentavam que Souto será ofuscado pela estrela principal do evento, José Serra, faturando pouco espaço na imprensa nacional e local. O tucano marcou sua convenção em Salvador para tentar reverter o favoritismo do PT no Nordeste, devido à boa avaliação do presidente Lula na região. JUTAHY PREVÊ CONFUSÃO NA JUNÇÃO - O deputado federal Jutahy Jr. (PSDB), um dos coordenadores da campanha de Serra, foi contrário à união dos lançamentos. “Eu defendi que não fosse no mesmo local para não confundir o evento. Isso é fundamental para gerar a notícia clara à população de que Serra estava aqui e fez seu lançamento aqui em homenagem à Bahia”, disse. Ele avalia que a notícia sobre o evento pode chegar distorcida ao eleitorado, que poderia considerar a presença de Serra apenas como uma participação no lançamento de Souto. Jutahy destaca que para evitar esta confusão, o diretório estadual de seu próprio partido fará outra convenção, no dia 19 ou 26. DEFINIÇÃO – A chapa do DEM será definida no início da semana que vem. Tudo depende da decisão do senador ACM Jr. (DEM), que estaria inclinado a não topar a disputa, apesar do apelo de lideranças nacionais. Caso ele confirme a recusa, o ex-prefeito Antônio Imbassahy (PSDB) e o ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), devem ser os candidatos ao Senado da chapa. O vice será o ex-prefeito de Guanambi, Nilo Coelho (PSDB). Outra dúvida que ronda democratas e tucanos diz respeito à definição do vice de Serra. Na reunião convocada anteontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em que a cúpula do PSDB se reuniu para pregar uma correção de rumo da pré-campanha, Aécio Neves (MG) voltou a defender Tasso Jereissati (CE) para vice. Mas FHC disse que o senador “dá trabalho”. “Confesso que não sou nenhum Marco Maciel”, brincou Tasso, à saída. Com a busca de um perfil conciliador, a hipótese de Guerra ganha força, até por sua boa relação com Serra. Mas esbarra no DEM. Ao fazer um relato, Guerra disse que preferiria um nome do PSDB para a vaga, mas que o DEM poderá indicar o vice para evitar sequelas na campanha. No DEM, Agripino Maia e José Carlos Aleluia são os mais cotados. (Rafael Rodrigues).
Com suas artérias entupidas pela insegurança e falta de políticas públicas, o coração de Salvador clama mais uma vez por oxigênio. Ontem à tarde
, as ruas de paralelepípedos do Pelourinho foram tomadas por comerciantes que pediram providências para a degradação da área, tombada como patrimônio da humanidade. Segundo a Associação de Comerciantes do Pelourinho (Acopelô), como se não bastasse os problemas já existentes, a prefeitura aumentou os impostos (IPTU e ISS) em 40%, numa época em que 87% dos 276 comerciantes estão em pré-falência. No lugar do carro de som, percussão. Se não fossem as camisas e as faixas pretas, iria parecer mais um dia de festa no Pelourinho. “Mas do jeito que as coisas andam, os tempos áureos do Pelô não voltarão nunca”, reclamou o empresário Ernesto Cristiano, 54 anos, dono da Olímpia Turismo, a primeira agência de viagens do Pelourinho. Segundo relatos dos comerciantes, que não são poucos, nos finais de semana, o Pelourinho fica desguarnecido e alguns bandidos atuam livremente. Para piorar a situação, as 14 câmeras instaladas no local estão quebradas. “Precisamos de ações emergenciais para fortalecer o turismo. As pessoas investiram seu dinheiro, em 1992, acreditando que haveria as dez etapas da revitalização. Até hoje, a sétima etapa está parada”, reclamou Lenner Cunha presidente da Acopelô. As portas fechadas de alguns estabelecimentos foram outros sinais do protesto. “Até a H.Stern, que há dez anos tá aqui, fechou as portas. O dono pediu autorização à matriz no Rio de Janeiro”, contou Cristiano. As faixas pretas penduradas em vários pontos representavam o comércio morto. “Os mendigos e os filhos do crack tomam conta das ruas. Diariamente, eles abordam insistentemente as pessoas, ao ponto de coagi-las. Isso afasta os clientes”, lamentou Carlos Araújo Alves Pereira, 54 anos, proprietário da joalheira Big Axé. No ritmo dos tambores, a multidão seguiu do Terreiro de Jesus até a rua Inácio Acioly, onde houve concentração em frente à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). “Eu tenho um caso de amor com tudo isso aqui. As autoridades não podem deixar o Pelô de lado. O povo que não preserva o passado jamais terá um futuro”, bradou Clarindo Silva, dono do restaurante Cantina da Lua, um dos locais mais procurados por turistas no Centro Histórico. Pouco antes de dispersão, a assessoria de comunicação da Secult informou que todas as reivindicações fazemparte das medidas previstas para o Pelô, que serão lançadas pelo governador Jaques Wagner no dia 10 ( próxima quinta- feira), com a presença do presidente Lula. (Bruno Wendel).