Reza a lenda que todo político é igual. Mas será mesmo? Por que o povo pensa assim? O que você tem a ver com isso? Qual a culpa dos políticos? Será culpa exclusivamente dos políticos? Por que os políticos são tão diferentes dos eleitores? Por que o cidadão repete isso? O que pensam os estudantes a respeito? Será que eles concordam com a maioria, com o senso comum? E o que pensam os políticos profissionais? O que eles dizem? É sobre essa questão que trata o meu artigo de hoje.
Em primeiro lugar, bate
um longo papo com o estudante Marcelo Rodrigues, 16 anos, que estuda a 8ª Série
do Ensino Fundamental. Diz ele: “Nem todos os políticos são iguais, isso porque
tem político que é sempre muito ganancioso, só pensa nele, nos interesses
particulares e tem aqueles que não, que pensa mais no coletivo. No entanto, os
políticos mais humildes, aqueles de bom caráter, que não querem se corromper,
se não souberem se controlar são facilmente cooptados pelo lado podre da
política”
O também estudante
Roberto Soares, 17 anos, que estuda o 3º Ano do Ensino Médio, pensa parecido,
que nem todo político é igual. Diz ele: “Quem acha que todo político é igual
certamente não tem conhecimento total sobre política. Do ponto de vista da
maioria das pessoas todo político é corrupto, por isso “todo político é igual”.
Para acabar com essa visão errônea, antes de jugarmos, devemos olhar o passado
de cada político, pesquisar, o que ele fez de diferente, e só assim vemos a
mudança”
Para a psicóloga Kelly
Brito, “Nem todo político é igual. Existem aqueles políticos que não compactuam
com a imoralidade, com o roubo, com a corrupção. Quando o político tem valor,
tem ética, quando o dinheiro não está acima do que ele se propõe a fazer, ele
não se vende, ele não se corrompe, e é por essas pessoas, é por esses candidatos,
que a gente deve lutar, precisa valorizar, e são esses os candidatos que a
gente precisa eleger. Precisamos votar em candidatos sérios, éticos, honestos e
que seja abnegados pelas causas públicas ”.
O pastor Elias Fernandes,
também vai nessa mesma direção. “Definitivamente nem todo político é igual.
Primeiro que eu tenho certeza de que as pessoas têm visões diferentes. Eu,
enquanto pastor, também faço política dentro da minha igreja, dentro do meu
projeto de comunicação, só que uma política saudável, uma política que visa o
bem comum. Agora, infelizmente, eu vejo que tem gente que faz política por
interesse próprio. Tem pessoas que são construídas politicamente para atender
demandas ou de poderosos, ou de classes. Mas tem aquelas pessoas que faz
política pensando no bem comum de verdade. Nós lutamos para atender a
necessidade do povo, da sociedade e essa necessidade não tem cor, raça,
religião e nem partido político”.
O Professor Max,
candidato a Deputado Estadual pelo União Brasil (UB), afirma que “Certamente
nem todo político é igual. Existe uma concepção daquele político que a
sociedade concebeu como “político tradicional” no campo negativo, mas há
pessoas que querem estar na política justamente porque se percebem como
cidadão, como pessoas que acreditam que tudo pode ser melhor, um mundo mais
justo, um mundo de solidariedade, um mundo de paz. E essas pessoas querem levar
essa sua dinâmica para dentro do campo político, para que verdadeiramente essa
política seja gestada de tal forma que ela possa promover o bem comum. Na minha
concepção esse é o sentido da política, é você defender o bem comum. Por que
nem todo político é igual? Porque alguns, claro, só pensam em si e essas
pessoas acabam trazendo e fazendo um mal terrível para o povo, outras pessoas
não, outras pessoas entendem que o sentido da vida e a sua felicidade é servir
e fazer o bem”.
O ativista social e
também professor Guilherme Santos, candidato a deputado federal, explica que:
“Os políticos não são iguais, pois trazem o contributo individual diferenciado
de cada personalidade, talentos pessoais, formação cultural, experiência de
vida, princípios e valores, além da expressão de cada espiritualidade. Do ponto
de vista objetivo, de atuação pública, na minha opinião há os que advogam
primeiramente em causa própria e depois pela sociedade e aqueles que colocam
prioridade efetiva nas causas da coletividade. Os primeiros costumam usar a
política como mero instrumento de poder e/ou de enriquecimento material, com
uma visão carreirista ou empresarial da política. Os outros são os que entendem
e praticam a Política como um serviço à sociedade, colocando sua energia de
trabalho em função dos interesses coletivos, o bem comum e a honestidade de
propósitos de justiça e de fraternidade”.
Por fim, na história recente da política brasileira, em especial da política baiana, temos vários políticos que se destacam como exemplo de virtude, caráter e espírito público. Não cabe aqui citar nomes. Basta o cidadão pesquisar a vida pregressa dos candidatos e comparar com o que ele defende, com suas propostas. São os políticos confiáveis, que o eleitor deve eleger nesse ano, para que o Brasil e a Bahia possam avançar, e o povo aprenda, de uma vez por todas, que nem todo político é igual.
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