21 de fevereiro de 2018

JOÃO HENRIQUE E DA LUZ, A NOVA DUPLA DE STAND-UP NO CIRCO DE HORRORES DA POLÍTICA


João e Da Luz na disputa entre os "lanternas" nas disputas!
Nem toda sorte de assombração assusta.  Acredito que seja essa a melhor alternativa para lidar com o anúncio da possibilidade do ex-prefeito de Salvador, João Henrique, ser candidato ao governo da Bahia pelo PRTB. O partido é, em si, uma piada. Não precisaria de João Henrique para garantir risadas. O PRTB é uma legenda nanica cuja única utilidade real é ter um dono para barganhar espaços em troca de migalhas milionárias do fundo partidário. Com a filiação do ex-prefeito de Salvador, o eterno candidato da sigla ao governo, Rogério Tadeu Da Luz, ganha um parceiro improvável para um espetáculo de stand-up comedy. Da Luz é uma figura afável. Disso não há dúvidas. Mas faz mais mal do que bem à política. Após surgir de costas e com luzes penduradas, viveu de eleição em eleição abocanhado um número pífio de votos para a majoritária. Foi candidato ao governo e à prefeitura de Salvador por mais de uma vez e, no máximo, se envolveu em polêmicas com assessores que queriam dividir os holofotes com o assessorado. No ápice do estrelato, o candidato obteve liminar para participar de debate de TV para propagar projetos irreais para uma Salvador ou uma Bahia fictícias. Agora, sob o risco de cláusula de barreira por um fim nesse naco de poder do PRTB, vale até mesmo apelar para um ex-prefeito impopular, cuja votação para vereador em 2016 beirou o constrangimento – levando em consideração as duas eleições de João Henrique para o Palácio Thomé de Souza. Por isso a cortina de fumaça em torno da apresentação do ex-prefeito como candidato ao governo da Bahia. Da Luz precisa que alguém dê algum tipo de voto para o PRTB e evite a extinção paulatina da sigla cujo expoente nacional, Levy Fidélix, ejeta excrescências homofóbicas pela boca e defende um Brasil ainda mais absurdo do que o atual, comandado por Michel Temer. Esse alguém é um fantasma não muito esquecido em Salvador, quando tornou, de alguma forma, mais fácil para ACM Neto se tornar uma referência de gestão – afinal, superar João Henrique é uma tarefa até fácil de se fazer. O ex-prefeito deve ser candidato a deputado federal em 2018, para ter um mínimo de votos que tente manter o PRTB vivo. E Da Luz, mais uma vez, deve ser candidato ao governo, completando o circo de horrores que se tornou a política brasileira nos últimos anos. Se bem que, para seguir a lógica do copo meio cheio, João Henrique e Da Luz são, pelo menos, menos assustadores do que o Vampirão da Tuiuti, que tão bem representou o presidente Michel Temer e acabou com a faixa presidencial vetada na reprise do desfile da escola de samba. Por Fernando Duarte.

20 de fevereiro de 2018

PROPAGANDA ANTECIPADA: TRE-BA DETERMINA QUE PRISCO RETIRE OUTDOORS CRÍTICOS A RUI


A lógica da Justiça baiana, propaganda criticando o governo não pode





O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) ordenou que o deputado estadual Soldado Prisco (PPS) remova outdoors em que critica o governador Rui Costa. Segundo decisão da desembargadora Carmem Lúcia Santos Pinheiro, a peça publicitária configura propaganda eleitoral antecipada. A ação que culminou na determinação foi movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT). É “Inegável que a continuidade da veiculação da propaganda até o julgamento definitivo da representação pode causar prejuízos irreparáveis”, afirmou a desembargadora ao conceder a liminar. De acordo com a ação, os outdoors, reproduzidos em 12 municípios, acusavam o governador de não cumprir promessas. “Rui Costa, cadê o retorno da Conder?”, “Rui Costa, cadê o pagamento da URV?”, questionavam as peças.

GOVERNO PUBLICA EXONERAÇÃO DE LUISLINDA VALOIS


A "linda" não poderá mais reclamar de ser escrava!
O Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (20) formaliza a exoneração de Luislinda Dias de Valois Santos do cargo de ministra de Estado dos Direitos Humanos. A demissão de Luislinda foi anunciada na segunda-feira (19) pelo governo, que escolheu para ocupar o posto, interinamente, o subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha. Rocha acumulará as duas funções. Em dezembro do ano passado, Luislinda Valois pediu desfiliação do PSDB para continuar no cargo mesmo depois do desembarque dos tucanos do governo. Alvo de polêmicas e criticada no Planalto por ter uma atuação apagada, ela já estava praticamente descartada na equipe. Temer buscava apenas um substituto. A permanência de Luislinda no cargo ficou insustentável depois que ela pediu para acumular seu salário de desembargadora aposentada com a remuneração da pasta alegando que o não recebimento dos dois valores configuraria "trabalho análogo à escravidão". Com o cargo no Ministério, ela recebia R$ 33,7 mil.