Uma parceria inconveniente na política, é aquela que, em vez de gerar valor mútuo e agregar dividendos, traz atritos, estagnação e prejuízos para uma campanha eleitoral. A permanência de Geraldo Júnior (MDB) na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que pretende ser reeleito, teve origem em um desalinhamento de expectativas e recusas de mais de duas dezenas de outras lideranças.
Geraldo representa um dramático desequilíbrio de
esforços eleitorais, pois não contribui além do pertencimento ao MDB, que
permaneceria situacionista, ainda que ele não integrasse o projeto de reeleição
petista: Jerônimo
carrega a campanha inteira, enquanto o vice gera exaustão e cria uma dinâmica
de dependência em vez de colaboração.
O fato inequívoco e inegável, é que não tem sido insignificante e tranquilo o esforço investido por Jerônimo Rodrigues e seus aliados, para compensar a “mala sem alça”, que ele e os ex-governadores e seus correligionários Jaques Wagner e Rui Costa, estão condicionados a carregar consigo. E o que se tem percebido é que essa situação não sido convertida em resultados eleitorais ou expansão política.
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