17 de junho de 2017

ÂNGELA SOUSA É ACUSADA DE INTEGRAR ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Ângela e Ubaldino são evangélicos acusados de corrupção
do Ministério Público de integrarem organização criminosa 
Como desdobramento da Operação Águia de Haia da Polícia Federal, que investiga desvio de verbas públicas do Fundo de Manutenção da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) em aproximadamente 20 municípios baianos, o Ministério Público Federal denunciou os deputados estaduais, Angela Maria Correa de Sousa e Carlos Ubaldino de Santana; o então prefeito do município de Ruy Barbosa, José Bonifácio Marques Dourado; o empresário Kells Belarmino e mais nove pessoas por fazerem parte de uma Organização Criminosa. O MPF pede a reparação por danos morais coletivos no valor mínimo de R$ 10 milhões, a ser pago solidariamente por todos os denunciados, considerando os danos sofridos pela população dos municípios atingidos pela ação criminosa dos acusados, que deixou de receber melhorias educacionais. O pedido destaca o ambiente sistêmico de desvio, apropriação e propina em 18 prefeituras do estado da Bahia decorrente da atuação da quadrilha. A quadrilha atuou por aproximadamente seis anos e realizou contratações desnecessárias e superfaturadas no valor global de R$ 43.150.000,00, causando prejuízos vultosos aos cofres públicos que estão especificados em cada uma das denúncias já apresentadas no âmbito da Operação Águia de Haia. MODO DE ATUAÇÃO – O esquema envolvia diversos municípios do estado da Bahia e era liderado, em seu núcleo empresarial, por Kells Belarmino. A organização criminosa contava com a participação do prefeito de cada município que aderiu ao esquema, do secretário municipal de Educação e dos servidores municipais que atuavam na área de licitação para fraudar e direcionar o certame às empresas de Kells Belarmino, em troca de benefício econômico indevido. Os recursos do Fundeb que sobravam das contratações superfaturadas eram divididos entre os integrantes da organização criminosa e também utilizados para o pagamento sistemático de propinas a prefeitos e servidores públicos municipais envolvidos no esquema.

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