5 de fevereiro de 2017

CHEGA DE MORTES DIÁRIAS POR ABSURDOS. A VIDA VALE MUITO

O uso de drogas tem causado mortes que poderiam ser evitadas
Matam pela cor da pele do menino que sai de casa com um saco de pipoca e matam aqueles que praticam sua sexualidade de forma livre, como o século 21 permite. Matam mulheres por serem mulheres. Agridem, asfixiam, violentam. Somem com elas. As estatísticas se avolumam ano a ano, mostrando que a luta contra a intolerância é uma guerra constante em nosso País. O feminicídio nos coloca na vergonhosa e inaceitável quinta posição do ranking mundial de "mortes de mulheres por serem mulheres". Os casos de violência doméstica ou estupro dos últimos meses mostram isso e ainda há um enorme trabalho a ser feito quando o assunto é conscientização de nosso povo. Quando uma jovem foi violentada por mais de 30 homens na periferia do Rio ou quando a ex-modelo Luiza Brunet teve quatro costelas quebradas pelo ex-marido, vê-se que essa cultura machista ainda está impregnada em diferentes nichos de nossa sociedade. A homofobia e o racismo também vêm saindo do armário em velocidade surpreendente. Mata-se inclusive por ser negro, homossexual e pobre. Num país em que o Parlamento brasileiro só se importa com seus próprios interesses, faz-se urgente um chamado à sociedade para que ajude-nos a impedir retrocessos, avançar com pautas propositivas e que ampliem direitos. Não há a menor condição de que não haja uma reação política em nosso país frente aos absurdos que são registrados dia a dia. Para enfrentar esse cenário, é preciso desfazer hierarquias sociais naturalizadas que sustentam a superioridade dos homens sobre as mulheres, dos brancos sobre os negros, dos heterossexuais sobre os homossexuais.

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