São tantas indefinições e remarcações de datas para inauguração da ponte Salvador-Itaparica, que o governador já está sendo apelidado de Pinóquio!
Os petistas estão protagonizando o maior espetáculo circense das histórias de obras faraônicas na Bahia. O projeto da Ponte Salvador-Itaparica é uma ópera-bufa, encenada há quase duas décadas e cujos custos já queimaram milhares de cédulas de duzentos reais dos cofres públicos estaduais! E segue sendo alvo de intensos debates políticos e polêmicas.
Entre as críticas mais frequentes destacam-se a falta de ritmo nas obras, incertezas sobre o cronograma, impactos ambientais, falhas na consulta a comunidades tradicionais e questionamentos sobre a real viabilidade econômica do empreendimento.
Apesar de ser uma discussão que se arrasta há quase duas décadas e das sucessivas ordens de serviço e promessas de datas de início, o andamento efetivo das intervenções é alvo de forte contestação política. Críticos, como o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), classificaram o projeto como "a maior mentira da Bahia", citando a falta de visibilidade das obras e o uso de marketing político antes da conclusão do equipamento.
O próprio ex-prefeito e o atual prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), chegaram a cobrar fortemente o governo estadual sobre a ausência do avanço da construção em solo soteropolitano. Do outro lado, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) rebate as críticas, afirmando que a obra tem complexidade e que os trabalhos iniciaram na Ilha de Itaparica (Vera Cruz) por exigir menos adaptações estruturais do que no lado de Salvador.
O custo do projeto - que envolve bilhões de reais em uma Parceria Público-Privada (PPP) com empresas chinesas e financiamentos como o do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) - é outro alvo de desconfiança. Críticos apontam que destinar recursos públicos vultosos para uma obra cuja demanda e viabilidade são questionadas, pode acarretar um alto peso financeiro para o Estado, especialmente quando somado à indefinição chinesa quanto aos prazos finais de entrega.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente no blog do Val Cabral.