25 de julho de 2017

ARMAS E DROGAS SE COMPLETAM PARA ATAZANAR A SOCIEDADE

A sucateada polícia está em desvantagem contra os criminosos
As redes sociais e emissoras de TV, tem mostrado, constantemente, grupos criminosos ostentando armas de altíssimo poder de destruição e que superam o poder bélico das polícias. São fuzis, metralhadoras, pistolas exibidas com orgulho pelos bandidos. Um arsenal que alimenta o terror que tomou conta do Rio de Janeiro nos últimos meses e que parece não ter fim. Mas qual a origem dessas armas e por que os facínoras parecem ter tanta facilidade em obtê-las? É uma pergunta que incomoda, e as autoridades não demonstram empenho em responde-la. Estima-se que o comércio internacional de armas movimente algo em torno de um trilhão e quinhentos milhões de dólares por ano. Tanto dinheiro assim corrompe pessoas, países, entranha-se na estrutura administrativa governamental e acaba por pôr em risco a sociedade. Há um esforço mundial no combate ao tráfico de drogas, contudo o mesmo não acontece com relação ao tráfico de armas. Os fuzis e metralhadores usados pela bandidagem carioca chegam ao poder dos criminosos por nossas fronteiras e rodovias hoje fragilmente fiscalizadas. O contingenciamento imposto pelo governo federal atingiu duramente a área de segurança. A Polícia Rodovia Federal reduziu drasticamente as operações por conta da falta de recursos. Com isso, os grupos criminosos avançam, ocupam espaços e acuam a sociedade. Não podemos permitir que isso continue acontecendo, não podemos ver pessoas sendo mortas diariamente para sustentar uma estrutura maléfica que une balas e drogas. O comércio de armas e o narcotráfico estão umbilicalmente ligados. Não é possível combater um e esquecer o outro. As drogas financiam a compra de armas e as armas garantem a segurança para o tráfico. A cada hora, cinco pessoas são mortas por armas de fogo no Brasil, um número superior ao de países em guerra, como a Síria, por exemplo. Essas armas não caem do céu. São comercializadas num mercado visto ainda com olhos complacentes. Não vamos ser ingênuos achando que um dia iremos extinguir a indústria bélica, mas é tempo de reagirmos e começarmos a adotar mecanismos que impeçam que as armas acabem nas mãos dos criminosos. Nossos filhos e netos agradecem.

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