12 de junho de 2017

O ESTADO DESDENHA DA SEGURANÇA


Brasil aparece como um dos líderes no ranking mundial de insegurança
No Brasil, a magnitude da incompetência do Estado brasileiro para planejar e executar políticas de segurança pública, manifesta-se no fato que somente em um período de três semanas são assassinadas mais pessoas do que o total de mortos em todos os ataques terroristas no mundo nos cinco primeiros meses de 2017. No ano passado, ocorreram 59 mil homicídios e o padrão do perfil das vítimas da violência homicida, revela as desigualdades entre pessoas, como causa deste drama: as vítimas são homens, jovens, negros e com baixa escolaridade. Impressiona o racismo nada cordial expresso nesse perfil das vítimas da violência letal. Pouco ou quase nada importa para o poder público e a sociedade brasileira que os homicídios no Brasil sejam cometidos, em sua maioria, contra os jovens negros. De cada 100 brasileiros que sofrem homicídio, 71 são negros. As estatísticas da violência não permitem que sejamos indiferentes. Por trás dos números frios, estão milhares de vidas de jovens negros precocemente ceifadas, estão a dor, impossível de nominar de suas mães. Mais de 90% dos homicídios em Itabuna, estão no rol dos insolúveis. A causa não está na desqualificação técnica dos nossos policiais investigadores. E sim no Estado, que menospreza o direito a paz, que deveria beneficiar o povo itabunense, que quase todos os dias, conta seus mortos, entre jovens pobres, negros e desassistidos.

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