14 de junho de 2017

ESPETÁCULO CÊNICO

O Brasil não se agiganta com justiça injusta e apequenada
O Espetáculo Cênico, protagonizado pelo nosso Auspicioso TSE, no julgamento da cassação da chapa Dilma/Temer, foi digno de fazer inveja à encenação da Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, de Pernambuco. Todos entraram com seu voto preconcebido, o que tornou este julgamento apenas protocolar, em que pese à luta pelo ideal da moral e ética, do Ministro Herman Benjamim. Este Ministro elaborou um trabalho minucioso e comprovou como o mecanismo sistemático, ilegal e pernicioso funciona nos Pleitos Eleitorais do Brasil, porém as Togas comprometidas com este mecanismo sistemático perderam uma grande oportunidade de passar o Brasil a limpo, elegendo o Foro do Juiz Sergio Moro, como competente para cuidar desta questão e mantendo a maior farsa eleitoral de todos os tempos, como verdadeira, em nome do sufrágio popular. Com citações de Juristas, Professores, Livros e artigos da Constituição, usaram das leis, de acordo com a interpretação conveniente de cada um, e com suas vaidades, orgulhos e idiossincrasias, porém com o corporativismo dos arautos inalcançáveis, se defenestraram ironicamente, como se fossem faisões da mais alta linhagem. O “Ilibado” Presidente do TSE quebrou o protocolo dos relatos, nas discussões dos méritos e da votação, alterando estrategicamente, sua ordem a favor da corrente da manutenção de uma chapa, que ludibriou 54 milhões de Brasileiros. O Ministro Napoleão Nunes, vociferou toda sua raiva e prepotência, invocando o Profeta Maomé e até ameaçando “cortar cabeças”. Completando de maneira autocrática e jactanciosa desconsiderou o relato, aportado com provas evidentes do Ministro Herman Benjamim. O Ministro Adimar Gonzaga, que deveria se declarar impedido, face suas ligações profissionais do passado, com a Ex-Presidente Dilma, se limitou a expor pequenos hiatos existentes no vasto material da comprovação da fraude. Acompanhando o anterior o Ministro Tarcísio Neto, colocado na corte ha meses atrás por um dos réus, não poderia fazer nada diferente, além de advogar a favor do seu indicador. No fim todos encenaram sue papel magnificamente bem, apesar das farpas trocadas, mas o resumo da ópera foi o seguinte: Existiu um crime, provas foram apresentadas, mas a maioria foi desconsiderada por quatro Ministros, atribuindo ampliação da causa inicial, como se uma arma encontrada, após inicio da instrução de um processo, por crime de homicídio de nada valesse. Infelizmente as Instituições no Brasil, sucumbiram diante da força do mecanismo sistemático, que envolvem nossos poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário. Como falou o Ministro Herman Benjamim, “Posso até participar do velório, mas não carregarei o caixão”. Por Ary Pinho.

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