17 de abril de 2017

PDT TAMBÉM RECEBEU PROPINA DA ODEBRECHT

Dilma desdenha da subserviência de Carlos Lupi propineiro
No seu depoimento de delação premiada na operação Lava Jato, Marcelo Odebrecht afirma que o PDT e mais três partidos da coligação da chapa Dilma-Temer de 2014 receberam R$ 24 milhões da empreiteira via caixa 2. Segundo o ex-presidente da empresa, o dinheiro foi destinado para Pros, PDT, PRB e PCdoB. Marcelo explicou para os procuradores que a divisão foi feita da seguinte forma. "O total deu R$ 24 milhões [...] As notas dizem claramente qual foi o valor de cada um [...] Pro Pros 5, pro PDT, 5, pro PRB foi 5 e pro PCB, 7. A soma da relação de valores apresentada por Marcelo dá R$ 22 milhões, mas no depoimento nem o procurador, nem o delator citam os outros R$ 2 milhões que faltam. Na delação, Marcelo afirma que todos esses valores foram pagos via caixa 2. "Na época, eu não procurei saber... mas agora, na colaboração, a gente confirmou: foi tudo caixa 2", disse. O depoimento de Marcelo Odebrecht está entre o material que baseou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin para abertura de inquérito que vai investigar 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados. Veja aqui todos os citados na lista do Fachin e o que dizem sobre as suspeitas. Outro delator, o ex-presidente da Odebrecht Ambiental Fernando Reis, disse em seu depoimento que Mantega pediu para a empresa fazer doação de caixa 2 para que partidos aderissem à coligação. Segundo ele, foram negociados entre R$ 4 milhões e R$ 7 milhões para o PCdoB, Pros, PDT, PRB e PP. Reis disse que ficou com a tarefa de convencer o PDT, por sua relação com o presidente do partido, Carlos Lupi. Guido Mantega está na lista do Fachin e será investigado. A defesa dele afirmou que ainda não conhece os motivos para abertura do inquérito e que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao teor da denúncia.

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