10 de abril de 2017

A ONÇA ELEGE RATOS

Por 50 reais muita gente vende seu voto para eleger ladrões
A gente imagina que o povo é quem elege os políticos e nem sempre isto é verdade. Embora saibamos que entre os eleitos, existam aqueles a quem o eleitorado convenceu com idéias e ideais. Sabemos também que a maioria se submete a ser cooptada apenas através do peleguismo. Para estes, o convencimento surge com uma cédula de cinquenta reais. E nela está estampada uma onça-pintada, que é uma espécie de mamífero carnívoro encontrado nas Américas. E o que mais é encontrado e o que não falta em período de eleições, é eleitor disposto a trocar o voto por uma onça, que é o desenho e o valor da cédula e do voto. A onça é o terceiro maior felino do mundo, após o tigre e o leão, e o maior do continente americano. Já a onça do dinheiro, é a maior arma que utiliza o político corrupto, para render eleitores, que se vendem como mercadorias estragadas e que degeneram a democracia. Enquanto a onça está ameaçada de extinção e seu número está em queda na fauna brasileira e as ameaças à espécie incluem a perda e a fragmentação do seu habitat, o que não falta é recursos, ambiente e clientes para perpetuar o peleguismo nas eleições. Embora o comércio internacional de onças ou de suas partes esteja proibida, o felino ainda é frequentemente morto por seres humanos e o que se observa no contexto da onça monetária, é que ela resiste à proibição e é constantemente utilizada para eleger políticos, que acabam se revelando depois de eleitos, como os maiores ratos do dinheiro público, que deveria ser empregado, para eleitores venais terem empregos e melhores condições de serviços públicos. Infelizmente, não são apenas os ganhadores das onças dos ratos da política, que são vítimas da corrupção. 

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