17 de janeiro de 2017

ITABUNA SENTE A INADIMPLÊNCIA E O COMÉRCIO SOFRE

Clientes devedores estão com dificuldade de fazerem compras
O número de itabunenses na lista de devedores cresceu muito em 2016. Segundo o levantamento da CDL, mais de 40% da população de Itabuna adulta, está registrada em listas de inadimplentes, enfrentando dificuldades para realizar compras a prazo, fazer empréstimos, financiamentos ou contrair crédito. Os motivos mais apontados para o alto nível de endividamento dos itabunenses são o desemprego, queda de renda; empréstimo do nome para consumo de terceiros e compras feitas sem controle. São fatores que estão intimamente relacionados à recessão econômica, à corrosão do poder aquisitivo, decorrente da pressão inflacionária, e aos juros mais altos no mercado. A partir de 2013, a economia brasileira experimentou um forte crescimento do crédito. Com o desemprego em baixa e a renda em alta, um maior número de pessoas passou a ter acesso a conta bancária e cartão de crédito e, com isso, à facilidade de comprar bens de consumo em suaves prestações. A demanda reprimida das décadas anteriores, aliada à ausência de educação financeira e de hábito de planejamento, levou ao descontrole financeiro. Durante alguns anos, esse estímulo fez a festa do trabalhador, do comércio e da indústria, mas o cenário aos poucos foi mudando. O aumento da inflação corroeu os salários, e a desaceleração econômica ceifou os empregos. Resultado: falta dinheiro circulando na economia. As famílias estão mais pobres, consequentemente compram menos e o varejo sente isso. Para mudar esse cenário, é preciso, primeiramente, que o País volte a crescer e a gerar empregos, que a inflação seja controlada e que as taxas de juros caiam a patamares mais civilizados. O governo tenta passar a ideia de que os ajustes que estão sendo feitos já começaram a fazer efeito. A inflação fechou o ano abaixo do limite da meta e, por causa disso, ontem o Banco Central fez uma redução mais substancial da taxa de juros. São pontos positivos, mas ainda insuficientes para mudar o clima de desconfianças que paira sobre a Nação.

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