27 de fevereiro de 2016

NÃO PODEMOS CRUZAR OS BRAÇOS DIANTE DA CRISE ECONÔMICA

Mas, afinal o que é ser campeão? É cumprir sua missão
Há alguns anos, em meio a uma profunda crise econômica, a Europa foi sacudida por manifestações de trabalhadores protestando contra o desemprego. Milhares foram às ruas. Atualmente, com a crise dos refugiados, a pressão é extrema e pode resultar em convulsão social e caos político. O velho mundo que já conviveu simultaneamente com capitalismo e socialismo se prepara para novos desafios. Por outro lado, aqui no Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o número de desempregados chegou a 9,1 milhões no trimestre de setembro a novembro do ano passado, um aumento de 41,5% em relação ao mesmo período de 2014. Contudo, não há manifestações de desempregados nas ruas. O que nos torna tão inertes diante de uma crise tão dramática? As análises sociológicas de que somos um povo de índole pacífica e, portanto, avesso a confrontos, são por demais simplistas para explicar a complexidade de um País em transformação, sacudido por sobressaltos econômicos e sem possibilidade de alcançar um grande crescimento. O que parece óbvio é que o brasileiro ao invés de passeata, prefere encarar a crise usando a criatividade. O emprego formal, com cartão de ponto e rotina horária, está sendo substituído por atividades nunca dantes cogitadas. É quando o fenômeno da internet se torna onipresente abrindo possibilidades inimagináveis de sobrevivência. Trata-se de um território a ser conquistado por aqueles que não querem se acomodar com o seguro-desemprego ou aposentadoria prematura, preferem o risco de tocar o próprio negócio, mesmo que isso implique em desilusão, sim, pois nem tudo dá certo e não é qualquer um que acaba milionário da noite para o dia. Mas o fato é que, para parte da população economicamente ativa, cartão de ponto passou a ser coisa do passado. É bom deixar claro que estamos nos referindo a um determinado setor do mercado, pois milhares de carteiras de trabalho continuam a ser emitidas mensalmente, indicando que a tradição ainda impera. Porém, a crise tem levado a corte nos postos de emprego, provocando migração de trabalhadores ou levando-os a iniciarem o próprio negócio – e os negócios são muitos e variados, desde o cidadão que criou máquinas para trocar moedas, ao sujeito que inventou um pet shop em domicílio, passando pelos itabunenses que se deslocam às praias de Ilhéus, Itacaré e Uruçuca, somente para venderem saladas de frutas, iguarias diversas e bugigangas. Estamos atravessando uma crise, é verdade, mas estamos aprendendo e inovando com isso. Vamos sair dessa mais fortes, com certeza.

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