28 de fevereiro de 2016

A EXTRAORDINÁRIA DÁDIVA DE SOBREVIVER

Falar a verdade e enfrentar máfias, são riscos constantes de morte
Confesso, alegremente, possuir a sensação de surpresa e de incredulidade de estar ainda vivo, diante dos desafios enfrentados e das adversidades vivenciadas, em toda minha caminhada de 54 anos de existência. Estou conseguindo vencer doenças, acidente de moto e carro, facadas e balas; agressões físicas e ameaças de morte! O destino de cada ser humano estará sempre envolto em mistérios e, dele, somente poderemos falar quando totalmente cumprido. Enquanto isso, cabe-nos reunir as alegrias existentes, valorizar os instantes confortáveis e erguer um brinde à vida que, apesar de passageira, vale os esforços, os sonhos e os riscos assumidos. Todos falam ser preciso aceitar as limitações reveladas pelo decorrer do tempo. Numa prova de sabedoria. O difícil está na diversidade dos fenômenos que ocorrem com cada ser humano. Daí o destino individual, a marca pessoal dos sofrimentos e dos sucessos alcançados. Não basta conhecer os limites, será necessário aceitá-los. Conviver com eles. Como se diz no cotidiano, saber administrá-los. É o caminho, a saída para se continuar a cogitar das boas emoções. As recordações dos acontecimentos somam para cada realidade. Os bons momentos vividos e as gratas vitórias, amenizam as angústias do tempo. Os desencontros restam como lições e nunca será tarde aprender. O tempo de memória é uma forma de reviver os fatos novamente. Existe “um embelezamento involuntário das recordações do passado”, dizem os clássicos pensadores. Uma doce visão que serve para valorizar os antigos dias. E fazer renascer amáveis e necessárias esperanças. É preciso fazer da vida uma batalha vitoriosa. Baseada em princípios irretocáveis, a ser transmitida aos descendentes e às novas gerações. Uma fonte de exemplo de seriedade e firmeza. O tempo respeita apenas a imagem das ações dignas que resistem às ambições e às paixões menores.

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