Mais uma pesquisa de opinião pública confirma o
crescimento do senador Aécio Neves nas intenções de voto para presidente. Neste
momento, já não há mais certeza de uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro
turno, como se imaginava alguns meses atrás. A confiança que o PT tinha da
vitória está se dizimando, mas não é o percentual de votos de Aécio que está
incomodando a cúpula petista neste momento. É a maneira como esse crescimento
está se dando. A conquista gradual, lenta e sistemática é que gera preocupações
a dilmistas e lulistas mais céticos. Aécio parece ter acertado o discurso. A
tudo responde, e seu posicionamento mais duro em relação ao governo federal, o
que era esperado por um candidato oposicionista há muito tempo, garante-lhe um
crescimento “sustentável”. Dilma, que vem registrando recuos graduais neste
ano, parece não ter muito mais a oferecer ao eleitorado. Seu discurso não tem
surtido efeito e as denúncias a respeito da Petrobras e as estripulias de André
Vargas do PT também podem ter contribuído para o ambiente eleitoral menos
favorável para a petista. As leituras possíveis de se fazer sobre os resultados
das últimas pesquisas, como sempre, são várias. Ainda é cedo para dizer que
Dilma caiu numa vala e que os números dela, daqui para frente, serão
decrescentes. Da mesma forma, a empolgação tucana com a ascendência de Aécio
pode ser precipitada. Porém, entre os dois, Aécio tem muitos mais motivos para
se alegrar. Dilma tem um repertório conhecido da população. Falará sobre o PAC
e dos projetos sociais da era Lula, mas, em contrapartida, terá que defender a
Petrobras, segurar a economia, justificar a estagnação e ainda enfrentar o
risco da Copa. Terá que torcer muito para a Seleção Brasileira se sagrar campeã
em julho e ainda rezar para que as manifestações não tenham tanta força como no
ano passado. Como já dito neste espaço antes, e agora com mais segurança, o
Brasil terá uma das eleições mais empolgantes de sua história. Não há dúvidas:
o PSDB, com Aécio, tem o candidato mais competitivo desde 1996. Não é um José
Serra, com cara de azedo, nem um Alckmin, um sujeito com virtudes, mas insosso.
Por outro lado, o PT ainda tem Lula, talvez o sujeito que mais entenda o
eleitorado brasileiro. Só ele. Dilma, sozinha, parece passar por um processo de
desencantamento.Trief
22 de maio de 2014
PESQUISAS APONTAM POLARIZAÇÃO ENTRE DILMA E AÉCIO NEVES
Mais uma pesquisa de opinião pública confirma o
crescimento do senador Aécio Neves nas intenções de voto para presidente. Neste
momento, já não há mais certeza de uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro
turno, como se imaginava alguns meses atrás. A confiança que o PT tinha da
vitória está se dizimando, mas não é o percentual de votos de Aécio que está
incomodando a cúpula petista neste momento. É a maneira como esse crescimento
está se dando. A conquista gradual, lenta e sistemática é que gera preocupações
a dilmistas e lulistas mais céticos. Aécio parece ter acertado o discurso. A
tudo responde, e seu posicionamento mais duro em relação ao governo federal, o
que era esperado por um candidato oposicionista há muito tempo, garante-lhe um
crescimento “sustentável”. Dilma, que vem registrando recuos graduais neste
ano, parece não ter muito mais a oferecer ao eleitorado. Seu discurso não tem
surtido efeito e as denúncias a respeito da Petrobras e as estripulias de André
Vargas do PT também podem ter contribuído para o ambiente eleitoral menos
favorável para a petista. As leituras possíveis de se fazer sobre os resultados
das últimas pesquisas, como sempre, são várias. Ainda é cedo para dizer que
Dilma caiu numa vala e que os números dela, daqui para frente, serão
decrescentes. Da mesma forma, a empolgação tucana com a ascendência de Aécio
pode ser precipitada. Porém, entre os dois, Aécio tem muitos mais motivos para
se alegrar. Dilma tem um repertório conhecido da população. Falará sobre o PAC
e dos projetos sociais da era Lula, mas, em contrapartida, terá que defender a
Petrobras, segurar a economia, justificar a estagnação e ainda enfrentar o
risco da Copa. Terá que torcer muito para a Seleção Brasileira se sagrar campeã
em julho e ainda rezar para que as manifestações não tenham tanta força como no
ano passado. Como já dito neste espaço antes, e agora com mais segurança, o
Brasil terá uma das eleições mais empolgantes de sua história. Não há dúvidas:
o PSDB, com Aécio, tem o candidato mais competitivo desde 1996. Não é um José
Serra, com cara de azedo, nem um Alckmin, um sujeito com virtudes, mas insosso.
Por outro lado, o PT ainda tem Lula, talvez o sujeito que mais entenda o
eleitorado brasileiro. Só ele. Dilma, sozinha, parece passar por um processo de
desencantamento.
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