Trief

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8 de maio de 2014

OS PROFESSORES ESTÃO JOGADOS AOS LEÕES NA BAHIA

A qualidade da educação no Brasil e principalmente aqui na Bahia é alvo de constantes discussões por parte de pedagogos e demais profissionais da arte de ensinar. Muitos são os tópicos discutidos. Entre eles, quantidade de horas trabalhadas, péssimos salários, medo de agressões, mau comportamento do alunado em geral, dificuldade de aprendizado, evasão escolar, enfim, tudo que se possa pensar de ruim, inclusive violência entre estudantes e destes para com professores que deviam, no mínimo, respeitar, pois são a única chance que possuem para ter uma vida melhor, porque sem educação, jamais serão nada. Infelizmente, governos federal, estaduais e municipais olham olimpicamente para o lado e fingem que não é com eles. E a questão raramente discutida é: entre as muitas obrigações que cabem ao professor, como ensinar o aluno a aprender, a respeitar a si mesmo e o outro, ser compreensivo, questionador, critico, participativo, tolerante quando preciso, amável, etc, sem o apoio necessário? Que recebe ele em troca? Palavrões, agressões e ameaças à própria vida. No geral, o alunado não sabe ler, não tem ajuda em casa com atividades e pesquisas, são intolerantes, agressivos, impacientes, enfim são tantos os adjetivos negativos, que não conseguiríamos listá-los todos. O Estado, porém, não costuma olhar para a diversidade cultural dos alunos. Muitos são os que têm atitudes esquizofrênicas, paranóicas, subversivas e que são colocados na sala de aula, sem ao menos passarem por uma avaliação psíquica afetiva, e de aprendizagem. Mas, quem defende os professores, quando agredidos verbalmente no dia-a-dia da sala de aula? A quem recorrer? Como solicitar do Estado políticas que ajudem a sociedade a ser curada dessas patologias que interferem no processo ensino-aprendizagem? Aprender a ser, aprender a fazer, aprender a construir novos caminhos e ter atitudes positivas é o que todos queremos. Mas é bom lembrar que o professorado precisa de ajuda, apoio e respeito para trabalhar com dignidade e esperança. Professores precisam de ajuda na escola e apoio político para minimizar essas questões patológicas que não estão aptos a diagnosticar. E a pergunta que não quer calar é: quem nos ajudará? A quem recorrer? Ao bispo, como se dizia antigamente? Pensar é preciso. Ou não é preciso pensar? Com a palavra, os que têm a obrigação de resolver questões como essas.

Um comentário:

  1. Val Cabral08 maio, 2014

    NÃO MAIS POSTAREMOS OPINIÕES (ANÔNIMAS, OU NÃO) – Estávamos como um dos blogs com maior quantidade de postagens de opiniões dos leitores. Nunca censuramos, ou deixamos de inserir os comentários enviados sobre nossas matérias, artigos e notícias. Inclusive aqueles que nos ofendiam, caluniavam, difamavam, injuriavam... Entretanto, tivemos diversos dissabores com pessoas enfurecidas com comentários caluniosos, que os prejudicavam, constrangiam e cujos autores eram anônimos, ou se identificavam com o subterfúgio de nomes fictícios e irreais. Diante destes fatos e das sérias consequências decorrentes destas atitudes insanas e inaceitáveis, decidimos suspender a postagem de todos comentários e esperamos contar com a tolerância e compreensão de todos, pois não temos como identificar quem são os leitores que só querem bagunçar, ou nos criar situações embaraçosas. Pesquisaremos um sistema que possamos integrar aqui, para identificar, verdadeiramente, os autores dos comentários nos enviados e assim fazer cada qual responder por eventuais ilícitos. Eventualmente, postamos as matérias em nossa página de facebook e lá é impossível a postagem de comentários anônimos e de autoria inverídica. Portanto, sugerimos este espaço para os leitores educados, bem intencionados e conscientes das consequências de tudo o que é escrito para o conhecimento público. Agradecidamente, Val Cabral.

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