Abominável, o linchamento de Fabiane Maria de Jesus, em São Paulo, devolve à
berlinda a eterna questão da irresponsável tese do “fazer justiça com as
próprias mãos”. Com 33 anos e mãe de duas crianças, evangélica, foi trucidada
com uma Bíblia nas mãos, no dia 3 de maio, por uma multidão ensandecida. O
apedrejamento, citado como pena capital, na Bíblia, é nada mais nada menos que
um tipo de linchamento, assassinato cometido em bloco, mas sempre em nome de
uma “causa justa”. Os islâmicos também reservam versão idêntica, diferençando
apenas no nome: lapidação. Pedra sobre pedra, jogadas em furor da turba
“justiceira” é a marca ancestral desse crime, cuja aplicação não dispensa
também o uso de paus, sem falar das mãos e dos pés. Ou patas, seria melhor
dizer. No caso terrível do assassinato de Fabiane Maria de Jesus, as pessoas
que a lincharam estavam influenciadas por um site local que divulgara um
“retrato falado” de uma suposta sequestradora de crianças, personagem
previamente condenada. Aí está uma fusão perniciosa: mídia irresponsável somada
ao instinto criminoso de fazer justiça por conta própria, num casamento
criminoso entre aberrações éticas que têm se propagado Brasil afora.

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